O Supremo Tribunal Federal (STF) manteve a prisão do ex-jogador Robinho com um placar de 10 votos a 1. A Corte rejeitou o recurso da defesa que pedia a liberdade do atleta, condenado a nove anos de prisão por estupro coletivo na Itália.
O julgamento sobre a liberdade do ex-jogador Robinho no Supremo Tribunal Federal (STF) terminou na tarde desta sexta-feira (29). Pela segunda vez, o colegiado rejeitou mais um recurso pela liberdade do ex-atleta, que cumpre a pena de nove anos de prisão por estupro coletivo cometido na Itália.
O placar foi de 10 votos a 1.
O único que votou a favor da soltura de Robinho foi o ministro Gilmar Mendes. Todos os outros foram contra o pedido de liberdade. O julgamento foi feito no plenário virtual da Corte.
A defesa do ex-jogador acionou o STF questionando a legalidade da prisão. Em novembro de 2024, a Corte rejeitou dois pedidos de liberdade de Robinho por 9 votos a 2.
O caso e a prisão
Robinho está preso desde março do ano passado por determinação do STJ, que autorizou o cumprimento no Brasil da pena de 9 anos de prisão imposta pela Justiça italiana. Ele foi condenado por estupro coletivo ocorrido em 2013, quando jogava pelo Milan.
Segundo a acusação, ele e outros cinco homens teriam violentado uma mulher albanesa em uma boate em Milão. Desde a sua prisão, ele está detido na Penitenciária II de Tremembé, no interior de São Paulo.