Trinta anos após o aparecimento do ET de Varginha, teorias sobre uma suposta “Área 55” no Instituto de Química da Unicamp voltam a circular. A hipótese aponta que criaturas teriam sido levadas e analisadas no local sob custódia militar em 1996. A Unicamp e o Exército negam categoricamente a existência desse laboratório e ressaltam que o mito não tem fundamento.

ET de Varginha (Reprodução/Prefeitura de Varginha)
ET de Varginha (Reprodução/Prefeitura de Varginha)

Trinta anos após o Caso do ET de Varginha, a curiosidade em torno de uma suposta Área 55 dentro da Unicamp volta à tona.

De acordo com entusiastas, logo após o episódio registrado em Minas Gerais, em 1996, criaturas teriam sido levadas pelo Exército para uma área restrita do Instituto de Química da universidade.

(Foto: Reprodução Unicamp)

(Foto: Reprodução Unicamp)

Mito do laboratório secreto e ligação misteriosa

O local, apelidado de “Área 55” em referência à famosa base americana, seria usado para armazenar e analisar materiais de origem desconhecida. Relatos dão conta de que militares faziam a segurança do espaço, dificultando qualquer acesso não autorizado.

Segundo Thiago de Souza, pesquisador da Associação Brasileira de Estudos Cemiteriais (Abec), a narrativa sustenta que o local seria utilizado para armazenar e estudar materiais de origem extraterrestre.

Um dos episódios mais marcantes veio à tona em depoimento do médico-legista Fortunato Antônio Badan Palhares, que contou ter recebido uma ligação misteriosa na época, sugerindo que um “material vindo de Varginha” seria analisado em seu laboratório. No entanto, segundo ele, esse material nunca chegou.

Badan Palhares afirmou não saber a identidade do autor da ligação, nem confirmou qualquer ligação direta com seres extraterrestres, mas o episódio alimentou ainda mais a especulação entre pesquisadores e fãs do tema.

Posicionamento oficial da Unicamp e do Exército

A Universidade Estadual de Campinas negou categoricamente qualquer envolvimento com a teoria. Em nota, destacou que nunca existiu um laboratório dedicado ao estudo de seres alienígenas e classificou a história como sem fundamento.

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“Esse tema continua repercutindo e acaba alimentando uma narrativa sobre algo que nunca existiu e não existe dentro da Unicamp”, informou a universidade.

Oficialmente, o Exército e autoridades brasileiras também negam qualquer captura, transporte de criatura ou envolvimento de instituições militares e acadêmicas. As investigações concluíram que não houve ET algum, atribuindo o episódio a boatos, interpretações equivocadas e ao impacto psicológico coletivo provocado pelo clima da época.

Representação do ET de Varginha – Foto: Reprodução

Relembre a história do ET de Varginha

O chamado Caso ET de Varginha começou em 20 de janeiro de 1996, quando três jovens afirmaram ter visto uma criatura de aparência incomum em um terreno baldio da cidade mineira. Elas descreveram um ser de baixa estatura, pele marrom, olhos vermelhos e cabeça com protuberâncias, relato que rapidamente ganhou repercussão nacional e internacional. A partir daí, surgiram rumores sobre uma intensa movimentação de viaturas do Corpo de Bombeiros, da Polícia Militar e do Exército na região.

Nos dias seguintes, testemunhas passaram a relatar supostas capturas de criaturas e o transporte de um possível ser por militares, alimentando teorias de que o Exército teria recolhido evidências de origem extraterrestre. Ufólogos sustentam essa versão até hoje, enquanto documentos oficiais divulgados pelo Superior Tribunal Militar apontam que não foi encontrada qualquer prova da existência de um extraterrestre ou de uma operação militar para ocultar o episódio.

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Trinta anos depois, o Caso Varginha continua sendo considerado o episódio mais famoso da ufologia brasileira. A história inspirou livros, documentários, congressos e transformou a cidade mineira em um dos principais destinos ligados ao tema no país, mantendo vivo um debate que até hoje divide pesquisadores, autoridades e entusiastas do fenômeno.

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