A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro protocolou um pedido ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, solicitando autorização para que médicos de sua confiança o examinem. Bolsonaro está em prisão domiciliar desde 4 de agosto e a defesa alega que as visitas são essenciais para monitorar sua saúde.
A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL-RJ) protocolou na quinta-feira (07) um pedido ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, solicitando autorização para que médicos de sua confiança o examinem. Bolsonaro está em prisão domiciliar desde 4 de agosto e a defesa alega que as visitas são essenciais para monitorar sua saúde.
Segundo o colunista Igor Gadelha, o ex-presidente apresentou piora nas crises de soluço, um problema de saúde recorrente desde a facada que sofreu em 2018, durante a campanha eleitoral para a presidência da República.
Os advogados de Bolsonaro argumentam que as visitas da equipe médica são “imprescindíveis tanto à sua saúde quanto à integridade física e à prevalência da essência do regime democrático”.
A equipe de médicos solicitada pela defesa inclui: Luciana de Almeida Costa Tokarski, Eramos Tokarski, Leandro Santini Echenique e Cláudio Birolini, que foi o médico responsável pela última cirurgia realizada por Bolsonaro em 2023.
Além dos profissionais de saúde, a defesa de Bolsonaro também solicitou que o ex-presidente receba visitas de integrantes do Partido Liberal (PL).
O ministro Alexandre de Moraes já havia estipulado as regras para as visitas. Filhos, netos e cunhadas do ex-presidente não precisam de autorização prévia para visitá-lo. Com o novo pedido, o magistrado autorizou que médicos acompanhem Jair Bolsonaro durante sua prisão domiciliar, sem necessidade de aviso prévio à Corte. A decisão também permite internação urgente, desde que o STF seja comunicado em até 24 horas, com comprovação médica.
A situação de saúde e o isolamento de Bolsonaro têm gerado preocupação entre aliados e admiradores, especialmente porque ele pode ser condenado nos processos dos quais é réu, o que poderia levar à prisão definitiva.
