Após a internação de Luva de Pedreiro por bradicardia, um cardiologista explica que a condição pode afetar qualquer pessoa. O especialista detalha os sintomas de alerta, como desmaios e tontura, e a importância de check-ups para prevenir riscos.

A bradicardia alerta para a importância de exames de rotina e uma vida saudável - Foto: Freepik
A bradicardia alerta para a importância de exames de rotina e uma vida saudável - Foto: Freepik

O influenciador digital Iran Ferreira, mais conhecido como Luva de Pedreiro, foi internado em João Pessoa (PB) após um susto com a saúde. Na terça-feira (12), ele procurou atendimento médico e foi diagnosticado com bradicardia, uma condição que causa uma desaceleração anormal dos batimentos cardíacos. O quadro de saúde do influenciador, que já foi controlado, despertou a atenção para essa condição que, apesar de ser normal em alguns casos, pode indicar um problema sério no sistema elétrico do coração.

O caso do Luva de Pedreiro coloca em destaque o problema que pode afetar pessoas de todas as idades, não apenas atletas ou idosos.

O que é Bradicardia?

As doenças cardiovasculares são a principal causa de morte no Brasil, responsáveis por cerca de 400 mil óbitos por ano, segundo dados do Ministério da Saúde e da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC).

O cardiologista pelo Instituto do Coração (INCOR), Eugênio Moraes, explica que a bradicardia é quando a frequência cardíaca está abaixo de 60 batimentos por minuto em adultos em repouso.

Quais os sintomas que se tornam alertas?

O especialista destaca que desmaio de curta duração ou quase desmaio, tontura persistente, especialmente relacionada a esforço, fadiga intensa ou inexplicável, falta de ar ou piora da capacidade física, além de palpitações ou pausas irregulares que percebem no batimento cardíaco. Além de sintomas mais comuns para problemas cardíacos, dor ou pressão no peito.

Moraes alerta que frequência cardíaca baixa em adultos durante o sono não é de caráter maligno ou preocupante. “O mesmo vale para atletas, já que pessoas que praticam muita atividade física tendem a apresentar bradicardia, com frequência cardíaca menor que 60 em repouso, chamada de fisiológica”.

Quais as principais causas da bradicardia?

  • Causas cardíacas: doença do nó sinusal e bloqueios atrioventriculares adquiridos ao longo da vida.
  • Causas não cardíacas: doenças que afetam o funcionamento do coração (como hipotireoidismo) e medicamentos.

Como prevenir a bradicardia ou reduzir os riscos?

O cardiologista aponta que a principal forma de evitar bradicardia é tratando as doenças que potencialmente podem causa-la, como hipotireoidismo, apneia do sono e doenças cardíacas.

“É fundamental evitar automedicação, principalmente com medicamentos que podem afetar o ritmo cardíaco. Manter hábitos saudáveis como condicionamento físico e uma boa alimentação ajudam na saúde do coração e, consequentemente, reduzem potenciais causas de bradicardia”, pontua.

Moraes ressalta que a melhor maneira é realizar check-ups na frequência adequada para cada faixa etária, de forma simplificada “cuidando da saúde para envelhecer bem”.

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