O ex-presidente Jair Bolsonaro, que está em prisão domiciliar, foi internado em um hospital de Brasília para realizar exames. A internação ocorreu devido a uma piora em seu quadro de saúde, que tem apresentado crises de soluços e falta de ar, sintomas atribuídos a uma esofagite decorrente de um procedimento no abdômen. Familiares afirmam que as crises se intensificaram após o início da prisão domiciliar. Apesar dos problemas de saúde, o ministro do STF Alexandre de Moraes autorizou que o ex-presidente receba visitas de dirigentes do Partido Liberal (PL) na próxima semana.
O ex-presidente Jair Bolsonaro, em prisão domiciliar desde 4 de agosto, foi internado em um hospital particular de Brasília neste sábado para uma bateria de exames médicos. A medida foi solicitada pela equipe médica devido a uma piora em seu quadro clínico, que inclui crises recorrentes de soluços e episódios de falta de ar.
Problemas clínicos
Aliados e familiares relatam que Bolsonaro voltou a apresentar quadros de dispneia (falta de ar) e soluços persistentes, sintomas que os médicos atribuem a uma esofagite, uma inflamação do esôfago. A condição teria sido provocada por um procedimento no abdômen a que ele foi submetido em abril.
Segundo o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), a frequência das crises aumentou após o pai ter sido colocado em prisão domiciliar. “Estive com ele na quarta, quando estava com soluço e dificuldades na fala”, afirmou o senador, reforçando que a nova bateria de exames clínicos foi pedida pelos médicos que o acompanham.
Apesar do quadro de saúde, o humor do ex-presidente tem apresentado melhora nos últimos dias, segundo aliados. No entanto, na semana anterior, ele teve momentos de grande oscilação de temperamento e chegou a chorar ao lamentar a impossibilidade de manter contato com seu filho Eduardo Bolsonaro, que está nos Estados Unidos. O deputado, que também é investigado, está proibido de se comunicar com o pai.
Agenda política
Mesmo sob cuidados médicos, a agenda política de Bolsonaro continua. O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), já autorizou visitas de dirigentes do Partido Liberal (PL), como o presidente Valdemar Costa Neto, o vice-presidente da Câmara Altineu Côrtes e o secretário-geral do partido, o senador Rogério Marinho. As visitas estão previstas para a semana do dia 25. Diante do isolamento de Bolsonaro, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro tem atuado como principal interlocutora entre o ex-presidente e os líderes do partido.
