Diante das tarifas impostas pelos EUA, Lula tem priorizado líderes do G20 e Brics para diversificar mercados. Já falou com Modi, Putin e Xi Jinping, discutindo comércio e parcerias estratégicas. Deve ligar a Cyril Ramaphosa na próxima semana e planeja diálogo com França, Alemanha, Reino Unido e UE. Alckmin prepara visita ao México, visto como parceiro promissor. O objetivo é fortalecer o multilateralismo e ampliar a voz do sul global.

Lula prioriza países do BRICS e do G20 em negociações sobre tarifaço

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem dado prioridade às articulações diplomáticas com líderes do G20 e do Brics em meio ao aumento das tarifas impostas pelos Estados Unidos. A estratégia, segundo fontes do Palácio do Planalto, busca diversificar parcerias comerciais, ampliar mercados e reforçar o multilateralismo como contraponto ao protecionismo norte-americano.

Novos telefonemas estão previstos para o início da próxima semana. Entre eles, um contato esperado é com o presidente da África do Sul, Cyril Ramaphosa. Lula também manifestou intenção de dialogar com França, Alemanha, Reino Unido e União Europeia, em conversas que estão em fase de agendamento.

O México surge como outro foco estratégico para o governo brasileiro. O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Geraldo Alckmin (PSB-SP), prepara uma visita ao país no fim do mês para tratar de comércio e cooperação econômica. O Planalto considera o país um parceiro promissor para reduzir a dependência de mercados tradicionais.

Neste mês, Lula já conversou com todos os membros originários do Brics — Rússia, Índia e China. Em 7 de agosto, falou com o primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, sobre o impacto das tarifas de 50% aplicadas pelos EUA e a meta de elevar o comércio bilateral a mais de US$ 20 bilhões até 2030.

Dois dias depois, em 9 de agosto, o presidente brasileiro dialogou com Vladimir Putin sobre a guerra entre Rússia e Ucrânia e temas da agenda do Brics. Em 11 de agosto, foi a vez do telefonema com o presidente chinês, Xi Jinping, no qual discutiram parcerias estratégicas em setores como petróleo, gás, satélites, saúde e economia digital.

Com essas iniciativas, o governo aposta em fortalecer a presença do Brasil nos fóruns multilaterais e ampliar a voz do sul global, defendendo maior equilíbrio nas relações comerciais internacionais. Lula tem reiterado que a cooperação entre países emergentes é essencial para reduzir desigualdades e enfrentar o cenário de tensões econômicas globais.

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