Amanda Couto Deloca, de 23 anos, foi presa em Duque de Caxias (RJ), na tarde desta segunda-feira (18), suspeita de participar de um golpe conhecido como “Boa Noite, Cinderela”, aplicado contra dois turistas britânicos, que tiveram um prejuízo de R$ 116 mil após serem dopados e terem seus celulares roubados.
Uma operação conjunta da Delegacia Especial de Apoio ao Turismo (Deat) e da 62ª DP (Imbariê) resultou na prisão de Amanda Couto Deloca, de 23 anos, em Duque de Caxias (RJ), na tarde desta segunda-feira (18). Ela é suspeita de participar de um golpe conhecido como “Boa Noite, Cinderela”, aplicado contra dois turistas britânicos, que tiveram um prejuízo de R$ 116 mil após serem dopados e terem seus celulares roubados.
Segundo as investigações, as vítimas conheceram Amanda e outras duas suspeitas, Raiane Campos de Oliveira, 27 anos, e Mayara Ketelyn Américo da Silva, 26 anos, durante uma roda de samba na Lapa, no Centro do Rio. As mulheres teriam oferecido bebidas adulteradas, fazendo com que os turistas perdessem a consciência e fossem vítimas do golpe.
Jovem tem histórico de crimes
Amanda já tinha antecedentes por crime semelhante em 2023 e tentava fugir para a casa de um parente fora do estado quando foi capturada. Raiane, conhecida da polícia, possui 24 passagens, incluindo associação criminosa, ameaça e roubo, e havia cumprido apenas seis meses de pena por um golpe idêntico aplicado no ano passado. Mayara também acumula antecedentes relacionados a golpes contra turistas.
Imagens que circularam mostram um dos turistas desmaiando na praia de Ipanema, enquanto as suspeitas fugiam de táxi do local. As vítimas relataram ainda que, ao acordarem na UPA de Copacabana, perceberam que R$ 110 mil (16 mil libras) haviam sido subtraídos via transferência bancária, e que outra tentativa de saque de R$ 150 mil (20 mil libras) foi registrada.
A delegada Patrícia Alemany, titular da Deat, ressaltou a gravidade do crime:
“Esse tipo de golpe não é brincadeira. As vítimas têm sua capacidade reduzida e são exploradas financeiramente. Seguiremos com as investigações para responsabilizar os envolvidos.”
Exames laboratoriais ainda vão identificar a droga usada no golpe, mas clonazepam (Rivotril) e cetamina são substâncias comuns nesse tipo de crime, capazes de causar coma, depressão cardiorrespiratória e alucinações em doses elevadas.
Casos semelhantes já tiveram desfechos trágicos, como a morte do turista jamaicano D’Wayne Antônio Morris, em Copacabana, e do empresário Luiz Marcelo Antônio Ormond, no Engenho Novo, reforçando a periculosidade do golpe.
