O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), defendeu nesta segunda-feira (18) que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deve buscar um canal de diálogo com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para lidar com o “tarifaço” imposto sobre produtos brasileiros.

 Foto: Pablo Jacob/Governo do Estado de SP
Foto: Pablo Jacob/Governo do Estado de SP

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), defendeu nesta segunda-feira (18) que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deve buscar um canal de diálogo com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para lidar com o “tarifaço” imposto sobre produtos brasileiros. A tarifa de 50% entrou em vigor neste mês.

Em painel promovido pela Warren Investimentos, Tarcísio argumentou que o diálogo com Trump não deve ser visto como um sinal de fraqueza. “Acho que não é humilhação para nenhum chefe de Estado. A gente viu agora no Alasca, Putin e o presidente dos Estados Unidos”, disse o governador, citando o encontro entre os líderes russo e americano.

Entender o jogo de Trump

Para Tarcísio, é crucial que o Brasil entenda a forma como Trump negocia, que seria a de sempre buscar uma posição de vitória. O governador sugeriu que o Brasil pode e deve fazer “gestos” para mitigar a crise.

“Por que não entregar alguma vitória para ele? Por que não fazer algum gesto? Quantas empresas brasileiras investem nos Estados Unidos? Se a gente somar isso, quanto é que a gente está falando de investimentos nos próximos anos?”, questionou.

Tensão na agenda diplomática

A fala de Tarcísio ocorre em meio a uma tensão diplomática. Na semana passada, o secretário do Tesouro norte-americano, Scott Bessent, cancelou uma reunião virtual com o ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT). O ministro chegou a culpar o deputado Eduardo Bolsonaro (PL) pelo cancelamento, alegando que ele teria influenciado auxiliares de Trump.

Nos últimos dias, Tarcísio de Freitas tem intensificado sua agenda com representantes do mercado financeiro, o que adiciona mais peso político a suas declarações sobre a economia e relações exteriores.

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