a Embaixada dos Estados Unidos no Brasil afirmou nesta segunda-feira que o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), é “tóxico” para empresas e indivíduos que desejam fazer negócios com os EUA. A nota, divulgada nas redes sociais da representação norte-americana, reforçou a posição do governo dos Estados Unidos contra o ministro, especialmente no contexto de sua atuação em processos que envolvem figuras políticas alinhadas ao ex-presidente Jair Bolsonaro.

Embaixada divulgou nota e disparou contra Moraes  Paulo Pinto/Agência Brasil
Embaixada divulgou nota e disparou contra Moraes Paulo Pinto/Agência Brasil

Embaixada dos EUA Critica Alexandre de Moraes: “Tóxico para Negócios e Empresas”

Em uma declaração que gerou forte repercussão, a Embaixada dos Estados Unidos no Brasil afirmou nesta segunda-feira que o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), é “tóxico” para empresas e indivíduos que desejam fazer negócios com os EUA. A nota, divulgada nas redes sociais da representação norte-americana, reforçou a posição do governo dos Estados Unidos contra o ministro, especialmente no contexto de sua atuação em processos que envolvem figuras políticas alinhadas ao ex-presidente Jair Bolsonaro.

A mensagem foi uma republicação de um comunicado do Escritório para Assuntos do Hemisfério Ocidental do Departamento de Estado dos EUA, equivalente ao Ministério das Relações Exteriores no Brasil.

O texto indicava que cidadãos americanos estão proibidos de manter qualquer relação comercial com Moraes e alertava que cidadãos de outros países também deveriam tomar precauções. “Quem oferecer apoio material a violadores de direitos humanos, como o ministro, pode estar sujeito a sanções”, dizia o comunicado.

A crítica está ligada diretamente à postura de Moraes como relator de casos de alto impacto político no STF, especialmente os que envolvem figuras do bolsonarismo, como o ex-presidente Jair Bolsonaro. O governo dos EUA tem se mostrado particularmente sensível a sua atuação no processo envolvendo Bolsonaro, que inclui acusações de tentativa de golpe de Estado e ações contra a democracia brasileira.

A tensão com o governo Trump já havia se intensificado anteriormente, especialmente após a articulação que levou à abertura de um inquérito no STF para investigar o deputado Eduardo Bolsonaro.

Nesse contexto, Trump se posicionou contra as ações de Moraes, chegando a publicar uma carta destinada ao presidente Jair Bolsonaro em que pedia o fim imediato das investigações.

Além disso, o ex-presidente americano fez duras críticas ao governo de Luiz Inácio Lula da Silva, anunciando tarifas de 50% sobre produtos brasileiros vendidos no mercado americano.

A declaração da Embaixada dos EUA também serviu como uma resposta ao crescente atrito entre os dois países, cujas relações comerciais e políticas têm sido impactadas por disputas internas no Brasil e pelo posicionamento do ministro Alexandre de Moraes. A mensagem deixou claro que o governo norte-americano considera que os conflitos envolvendo Moraes não devem ser tratados apenas como questões jurídicas internas, mas como uma preocupação que pode afetar diretamente as relações comerciais internacionais.

Essa posição mais agressiva da Embaixada dos EUA reflete não só a contínua hostilidade em relação a Moraes, mas também uma estratégia mais ampla do governo dos EUA para pressionar o Brasil, principalmente no que tange a questões de direitos humanos e atuação judicial. A expectativa é que esse embate tenha repercussões significativas nas relações entre os dois países nos próximos meses.

Com a intensificação das tensões, tanto o governo brasileiro quanto os agentes diplomáticos e comerciais estarão de olho nas próximas movimentações, que podem moldar o futuro das relações bilaterais. O caso de Moraes segue sendo um dos maiores pontos de fricção, especialmente à medida que a política interna do Brasil continua a interagir com o cenário internacional.

Vídeos curtos

Mais lidas