Dados de órgãos como a Organização Mundial da Saúde (OMS) e o Ministério da Saúde no Brasil mostram que, embora algumas ISTs sejam mais conhecidas, outras menos comuns também afetam milhões de pessoas. O conhecimento sobre essas infecções é fundamental para um diagnóstico preciso e a prevenção.

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Você conhece o risco do HIV e da sífilis, mas já ouviu falar de Tricomoníase ou Donovanose? A maioria não. Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) e do Ministério da Saúde no Brasil mostram que, enquanto a conscientização sobre as ISTs mais conhecidas é alta, um conjunto de outras infecções, que afetam milhões de pessoas, permanece nas sombras. A falta de informação sobre essas doenças pode levar a diagnósticos tardios e tratamentos inadequados.

Veja as 10 ISTs que requerem atenção

A conscientização sobre Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs) é crucial para a saúde pública. Embora o foco se concentre em doenças como HIV, que tem uma taxa de detecção de cerca de 14,4 por 100 mil habitantes no Brasil, e HPV, outras infecções, muitas vezes ignoradas, também se manifestam e exigem cuidados. A falta de informação sobre elas pode levar a diagnósticos tardios e tratamentos inadequados.

Conheça 10 ISTs menos comuns que você precisa conhecer:

  1. Tricomoníase: A OMS estima que cerca de 156 milhões de novos casos de tricomoníase ocorram a cada ano no mundo. Causada pelo parasita Trichomonas vaginalis, é uma das ISTs curáveis mais comuns globalmente. Em mulheres, pode causar corrimento e odor forte. Em homens, geralmente não apresenta sintomas.
  2. Linfogranuloma Venéreo (LGV): Esta infecção bacteriana, da mesma família da clamídia, causa feridas nos genitais e inchaço nos gânglios linfáticos da virilha.
  3. Donovanose: Conhecida como granuloma inguinal, é uma IST bacteriana que provoca úlceras avermelhadas e indolores nos genitais. Se não tratadas, as lesões podem se espalhar e destruir tecidos.
  4. Cancro Mole: Causado pela bactéria Haemophilus ducreyi, o cancro mole se manifesta com feridas dolorosas com pus. A infecção aumenta significativamente o risco de transmissão e contração do HIV, pois as lesões na pele facilitam a entrada do vírus.
  5. Molusco Contagioso: Uma infecção viral que causa pequenas pápulas na pele. Embora mais comum em crianças, pode ser transmitido por contato sexual entre adultos.
  6. HTLV (Vírus Linfotrópico T Humano): Retrovírus que ataca as células de defesa. A maioria dos infectados não desenvolve a doença, mas em alguns casos pode levar a problemas neurológicos ou leucemia.
  7. Sífilis Congênita: Dados do Ministério da Saúde mostram que a sífilis congênita é uma preocupação crescente no Brasil. A taxa de detecção foi de 8,2 casos a cada mil nascidos vivos em 2022. A infecção ocorre quando a doença é transmitida da mãe para o bebê durante a gravidez e pode causar malformações graves.
  8. Síndrome de Reiter (Artrite Reativa): Uma complicação rara que pode surgir após infecções por bactérias como clamídia. Causa inflamação nas articulações, olhos e uretra.
  9. Pediculose Pubiana (Chatos): Causada por pequenos insetos que vivem nos pelos da região genital, a infestação provoca coceira intensa e é uma IST comum e incômoda.
  10. Escabiose (Sarna): Infecção por um ácaro que causa coceira intensa. Embora não seja exclusivamente uma IST, o contato sexual é uma via comum de transmissão.

A importância da prevenção e do diagnóstico

A maioria dessas infecções é tratável ou curável, mas pode causar complicações sérias se não for diagnosticada a tempo. O uso consistente de preservativos é a principal medida de prevenção. Em caso de qualquer sintoma incomum, a busca por um profissional de saúde é fundamental para um diagnóstico preciso e o início imediato do tratamento.

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