O ex-secretário de segurança pública de Caucaia, Ceará, Antônio Aginaldo de Oliveira retornou à Itália nesta semana após passar dois meses em Israel. A estratégia foi para cumprir as regras do Espaço Shengen, que limitam a permanência de estrangeiros de 90 a 180 dias dependendo da região. O marido da deputada federal, Carla Zambelli, solicitou asilo político na embaixada Italiana em Jerusalém, alegando risco de perseguição política caso volte ao Brasil. O pedido está sendo analisado.
O ex-secretário de segurança pública de Caucaia, Ceará, Antônio Aginaldo de Oliveira retornou à Itália nesta semana após passar dois meses em Israel. A estratégia foi para cumprir as regras do Espaço Shengen, que limitam a permanência de estrangeiros de 90 a 180 dias dependendo da região. O marido da deputada federal, Carla Zambelli, solicitou asilo político na embaixada Italiana em Jerusalém, alegando risco de perseguição política caso volte ao Brasil. O pedido está sendo analisado.
A família, segundo fontes ouvidas pela reportagem, mantém um imóvel alugado em Roma, inicialmente por cerca de 2 mil euros, onde o pai da deputada Zambelli permanece até dia 10 de setembro. Enquanto isso, o casal enfrenta uma grave crise financeira com contas bancárias, aposentadorias e salários bloqueados por determinação do ministro Alexandre de Moraes (STF).
O coronel da reserva que é alvo de investigação da Polícia Federal, abriu mão de um cargo político no Ceará para acompanhar Zambelli na fuga para Itália. Segundo apuração do Bacci Notícias, o coronel já está em solo Italiano e planeja visitar a esposa no presídio feminino de Rebibbia, em Roma, ainda nesta terça-feira (19). A deputada federal está presa desde julho, após descumprir medidas judiciais e violar termos de liberdade provisória, enquanto respondia por associação criminosa, porte ilegal de arma e possível participação em atos antidemocráticos no Brasil.
A parlamentar deve passar por perícias médicas e psiquiátricas no final de agosto. A próxima audiência de custódia, que deve acontecer no dia 27 de agosto, será para a Justiça Italiana reavaliar possíveis medidas cautelares. Durante a última audiência, na semana passada, Zambelli passou mal, chorou bastante, estava aparentemente abatida e precisou de atendimento médico de emergência no tribunal Italiano. É exatamente isso que a defesa tenta mostrar, que a cliente tem a saúde frágil e não deve suportar prisão preventiva. Paralelo a isso, o governo do Brasil solicitou extradição da parlamentar, processo que pode durar até dois anos.
