O número de pessoas em situação de rua é menor, diz o prefeito da cidade, Ricardo Nunes. O chefe do executivo diz que os “dados não são reais. Eles usam dados do CadUnico que é autodeclaratório e acumulativo”. Entretanto, basta circular nas periferias ou bairros nobres pra constatar a dura realidade da chamada população “invisível”.

Sangue e pragas: abrigos precários lotam ruas de SP com moradores de rua

O número de pessoas em situação de rua é menor, diz o prefeito da cidade, Ricardo Nunes. O chefe do executivo diz que os “dados não são reais. Eles usam dados do CadUnico que é autodeclaratório e acumulativo”. Entretanto, basta circular nas periferias ou bairros nobres pra constatar a dura realidade da chamada população “invisível”.

Um relatório recente da Câmara de Vereadores, com informações levantadas pelo UOL, revelou “situações críticas na rede de acolhimento”, com entrevistas a 70 acolhidos e funcionários. O aumento alarmante da população em situação de rua em São Paulo, que chegou a aproximadamente 100 mil pessoas, é amplamente atribuído às precárias condições dos abrigos disponíveis.

As condições encontradas incluíram a presença de pragas, banheiros sem portas e espaços inadequados, além de situações alarmantes, como 158 pessoas compartilhando um único quarto no Centro de Acolhimento Social de Santana.

Os custos mensais por usuário variam entre R$ 1.200 e R$ 4.000, com o maior valor em um hotel transformado em centro de acolhimento na Bela Vista, centro da cidade. O relatório, que será entregue ao poder público, deve servir como um instrumento de pressão, segundo a vereadora Luna Zarattini (PT). A urgência de melhorias nas condições de acolhimento se destaca, especialmente, com o aumento de 17 vezes na população em situação de rua nos últimos dez anos. Os dados são de um estudo da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

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