O governo Trump enviou navios de guerra à costa da Venezuela, alegando combate a cartéis de drogas. Em resposta, o presidente Nicolás Maduro anunciou a mobilização de 4,5 milhões de milicianos armados. A ação intensifica a tensão entre os países, que já vivenciam uma troca de acusações e uma recompensa milionária pela prisão de Maduro.

Donald Trump anunciou bloqueio aéreo e naval contra a Venezuela, alegando uso do setor petrolífero para financiar atividades ilegais pelo governo de Nicolás Maduro. Foto: Reprodução.
Donald Trump anunciou bloqueio aéreo e naval contra a Venezuela, alegando uso do setor petrolífero para financiar atividades ilegais pelo governo de Nicolás Maduro. Foto: Reprodução.

Em mais um capítulo da escalada de tensão entre os Estados Unidos e a Venezuela, o governo do presidente Trump enviou três navios militares para a costa do país sul-americano. A informação, revelada pela agência Reuters, aponta que os navios de guerra têm como objetivo oficial combater “ameaças dos cartéis de drogas da América Latina”. A medida foi respondida pelo presidente venezuelano, Nicolás Maduro, que anunciou a mobilização de 4,5 milhões de milicianos.

Navios de mísseis e submarinos em ação

De acordo com a Reuters, os três destróieres de mísseis guiados Aegis — USS Gravely, USS Jason Dunham e USS Sampson — chegarão à costa venezuelana nas próximas horas. Cerca de quatro mil marinheiros e fuzileiros devem ser mobilizados na operação, que também pode envolver submarinos de ataque e aviões espiões. O governo americano já havia enviado outras embarcações nos últimos meses para reforçar a segurança na fronteira e combater o tráfico.

Maduro responde com ameaça de “fuzis e mísseis para a força camponesa”

Em resposta às ações americanas, Nicolás Maduro fez uma transmissão televisiva em que anunciou a ativação de um plano para “garantir a cobertura, com mais de 4,5 milhões de milicianos, de todo o território nacional”. O presidente venezuelano prometeu armar o grupo. “Fuzis e mísseis para a força camponesa! Para defender o território, a soberania e a paz da Venezuela. Mísseis e fuzis para a classe operária, para que defenda a nossa pátria!”, declarou.

Recompensa por Maduro e troca de acusações

A escalada ocorre em meio a um histórico de atritos, incluindo a recompensa de US$ 50 milhões anunciada pelos EUA por informações que levem à prisão ou condenação de Maduro. O ministro da Defesa da Venezuela, Vladimir Padrino Lopez, já havia classificado as acusações americanas como “tolas” e comparou as tentativas de “ataque” a um “filme de faroeste hollywoodiano”.

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