A porta-voz do governo Trump, Karoline Leavitt, afirmou nesta terça-feira (19) que os Estados Unidos estão dispostos a usar “toda a força” contra o regime de Nicolás Maduro na Venezuela. A declaração, feita na Casa Branca, reforça a escalada de tensão entre os dois países, em meio a um anúncio de que a recompensa pela prisão de Maduro foi elevada para US$ 50 milhões. A quantia é maior do que a oferecida por Osama Bin Laden após os atentados de 11 de setembro.
Recompensa por Maduro
A recompensa por informações que levem à prisão de Maduro tem um histórico recente de aumento. Inicialmente, o valor era de US$ 15 milhões em março de 2020. Em janeiro de 2025, já sob o governo de Joe Biden, o montante foi para US$ 25 milhões e, agora, foi dobrado.
O valor de US$ 50 milhões ultrapassa a recompensa de US$ 25 milhões que o governo americano ofereceu pelo líder da Al-Qaeda, Osama Bin Laden, logo após os atentados de 2001.
Apesar de o Senado americano ter aprovado um aumento para US$ 50 milhões em 2007, a mudança não foi oficializada, e a recompensa registrada pelo Departamento de Estado se manteve em US$ 25 milhões.
Acusações formais do governo americano
O governo americano acusa formalmente Nicolás Maduro de narcoterrorismo. Ele é apontado como líder do suposto Cartel de los Soles, um grupo que os EUA designaram como organização terrorista internacional. O Departamento de Justiça acusa Maduro de conspiração, tráfico de cocaína e uso de armas em apoio a crimes relacionados ao tráfico.
As autoridades americanas afirmam ter apreendido mais de US$ 700 milhões em bens ligados ao venezuelano, além de 30 toneladas de cocaína.
Estratégia de Maduro
A recompensa, no entanto, é vista como um gesto político e com efeito prático limitado. Maduro segue no comando da Venezuela e, como estratégia para se blindar, mantém relações diplomáticas com aliados como Rússia, China e Irã.
Essa rede de apoio permite que ele siga no poder, apesar das acusações e da pressão internacional.
