Em resposta ao envio de três navios de guerra dos EUA para a costa da Venezuela, o presidente Nicolás Maduro fez um discurso desafiador, afirmando que nenhum “império” tocará em seu território. A ação americana intensifica a pressão sobre o regime, que enfrenta uma recompensa de US$ 50 milhões por sua prisão e acusações de narcoterrorismo. Maduro, por sua vez, mantém alianças estratégicas com Rússia, China e Irã.
Em um novo discurso na tarde desta terça-feira (19), o presidente venezuelano Nicolás Maduro rebateu o envio de três navios de guerra dos Estados Unidos à costa da Venezuela. Em tom de soberania, o líder político afirmou que nenhum “império” tocará no território do país.
“Nenhum império chegará para tocar o solo sagrado da Venezuela”
A fala de Maduro vem na esteira do envio, pelo governo Trump, de três destróieres de mísseis guiados Aegis — USS Gravely, USS Jason Dunham e USS Sampson — para o sul do Caribe. A operação, que conta com mais de 4 mil militares, tem o objetivo oficial de conter ameaças de cartéis de drogas.
A porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, já havia declarado que os EUA estão preparados para usar “toda a força” contra o regime venezuelano, que é acusado de narcoterrorismo.
Recompensa Milionária
A ação americana é vista como mais um passo na escalada de tensão, que inclui a oferta de uma recompensa de US$ 50 milhões por informações que levem à prisão de Maduro. O valor é maior do que a quantia inicial oferecida por Osama Bin Laden após os atentados de 11 de setembro de 2001.
O governo americano acusa formalmente Maduro de narcoterrorismo, apontando-o como líder do suposto Cartel de los Soles, um grupo que os EUA designaram como organização terrorista internacional.
As autoridades americanas afirmam ter apreendido mais de US$ 700 milhões em bens ligados ao venezuelano, além de 30 toneladas de cocaína.
A Resposta de Maduro e a Estratégia de Defesa
O líder venezuelano, que já havia prometido mobilizar 4,5 milhões de milicianos armados para defender o país, acusa os EUA de interferência. O ministro da Defesa da Venezuela, Vladimir Padrino Lopez, classificou as acusações americanas como “tolas” e comparou as ações a um “filme de faroeste hollywoodiano”. Para se blindar, Maduro mantém relações estratégicas com nações como Rússia, China e Irã.
