Os EUA responderam à consulta do Brasil na OMC sobre tarifas impostas por Donald Trump. Washington alega que as medidas estão ligadas à segurança nacional, mas aceita iniciar negociações para definir datas de consultas bilaterais.

EUA afirma que OMC não tem méritos para questionar sobre Tarifaço ao Brasil (Foto: White House Photo by Daniel Torok)
EUA afirma que OMC não tem méritos para questionar sobre Tarifaço ao Brasil (Foto: White House Photo by Daniel Torok)

A delegação dos Estados Unidos na Organização Mundial do Comércio (OMC) enviou resposta ao pedido de consulta feito pelo Brasil sobre as tarifas impostas pelo governo de Donald Trump, o famoso Tarifaço.

Segundo a carta protocolada nesta última segunda-feira (18), o governo Trump sustenta que medidas ligadas à segurança nacional não podem ser revisadas ou resolvidas pelo mecanismo de litígios da OMC.

Apesar da alegação, os EUA afirmaram estar dispostos a iniciar consultas bilaterais, sugerindo que autoridades das duas missões definam uma “data mutuamente conveniente” para as tratativas.

Justificativa das sobretaxas

Na correspondência, os diplomatas norte-americanos afirmam que tanto as tarifas recíprocas anunciadas em 2 de abril quanto a sobretaxa de 50% aplicada ao Brasil são motivadas por questões de segurança nacional.

Além disso, as alíquotas globais são justificadas pelos “grandes e persistentes” déficits comerciais que, segundo Washington, ameaçam a economia e a segurança dos EUA.

O documento também cita que o presidente Trump determinou medidas adicionais para lidar com políticas e ações brasileiras que, segundo a Casa Branca, afetam o Estado de Direito, a política externa e a economia americana.

Entre os pontos citados, estão decisões do STF sobre big techs, o sistema de pagamentos Pix e supostas falhas no combate ao desmatamento, fatores que os EUA dizem prejudicar a competitividade de suas empresas.

Resposta do Brasil

O governo brasileiro respondeu à carta dos EUA na noite de segunda-feira, reiterando seu questionamento na OMC. Os norte-americanos, por sua vez, apontam que algumas alegações do Brasil não se alinham com os critérios de competência do órgão internacional.

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