Ele afirmou que a busca por saldos positivos nas contas públicas não deveria ser um debate entre esquerda e direita, pois se trata de uma simples questão de matemática. José Cruz/Agência Brasil
Ele afirmou que a busca por saldos positivos nas contas públicas não deveria ser um debate entre esquerda e direita, pois se trata de uma simples questão de matemática. José Cruz/Agência Brasil

O vice-presidente e ministro Geraldo Alckmin defendeu, em São Paulo, a necessidade de o Brasil criar a cultura de produzir superávits primários, ou seja, de o governo arrecadar mais do que gasta. A declaração foi feita em meio a questionamentos do mercado financeiro sobre o controle de gastos e a eficácia do arcabouço fiscal.

Em um discurso na 26ª Conferência Anual Santander, Alckmin ressaltou o compromisso do governo federal com a responsabilidade fiscal.

Ele afirmou que a busca por saldos positivos nas contas públicas não deveria ser um debate entre esquerda e direita, pois se trata de uma simples questão de matemática. “Gerar superávits primários é a saída para reduzir a relação dívida/PIB (Produto Interno Bruto)”, disse ele.

O peso da dívida

A defesa de Alckmin ocorre em um momento em que a agência de classificação de risco Fitch projeta que, sem a contenção de gastos, a relação entre a dívida e o PIB do Brasil pode chegar a 79,3% em 2025. Esse cenário, segundo o vice-presidente, eleva a percepção de risco e faz com que o governo precise oferecer juros mais altos para se financiar.

Juros mais altos, por sua vez, impactam toda a economia, encarecendo o crédito para consumidores e empresas, o que, em última instância, ameaça empregos e desestimula investimentos. Alckmin lembrou que a meta para 2026 é de um superávit de 0,25% do PIB e enfatizou a importância de ter uma “política fiscal rigorosa”.

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