Um jovem que teve o celular furtado em São Paulo foi orientado a ir, por conta própria, ao local onde o aparelho estava sendo rastreado.
A vítima percebeu a falta do celular ao sair da estação Oscar Freire do metrô, depois de ter embarcado na estação República, da linha 3-Vermelha.
Desesperado, ele conseguiu rastrear o aparelho a partir de um aplicativo. Com a informação sobre a localização do celular, ele decidiu ir até o 77º Distrito Policial (Santa Cecília), na região central da capital. Lá, foi orientado a ir até o local onde o celular aparecia no rastreamento, verificar se encontrava algo suspeito e, se fosse o caso, só então ligar para o 190 — telefone de emergência da PM — e chamar uma viatura.
Em busca de ajuda, o homem decidiu procurar outras bases policiais: na avenida Duque de Caxias, base da Polícia Militar (PM); e na Avenida São João, onde está localizada a sede do Departamento de Polícia de Proteção à Cidadania (DPPC) da Polícia Civil. Em ambas, ele recebeu a mesma orientação: ir até o ponto indicado pelo rastreamento do aparelho celular.
Por fim, após conseguir um telefone emprestado, o rapaz finalmente acionou o 190 e foi informado que agentes iriam até o local. No entanto, não conseguiu confirmar se a busca realmente foi efetuada.
Um boletim de ocorrência sobre o furto foi registrado pela Delegacia Eletrônica.
Dificuldade para acionar a PM e resposta da SSP
A Secretaria de Segurança Pública (SSP) afirmou em nota que a conduta dos agentes não segue os protocolos. A SSP reforçou que as vítimas devem sempre registrar a ocorrência e que a Polícia Civil pode adotar medidas investigativas, enquanto a Polícia Militar deve ser acionada pelo 190 em casos de flagrante ou emergência. As equipes envolvidas serão reorientadas sobre os procedimentos corretos.
