O jornalista Paulo Figueiredo causou polêmica ao publicar em suas redes sociais que os Estados Unidos podem começar a barrar vistos de pessoas que se manifestem contra o país.
Em uma postagem na rede social X, antigo Twitter, ele citou a cantora Anitta, a deputada federal Erika Hilton e o influenciador Felipe Neto, sugerindo que o visto deles para os EUA poderia ser negado.

Jornalista deduziu que famosos brasileiros podem ter vistos bloqueados
A proposta e as acusações a Paulo Figueiredo
A sugestão do jornalista surge em meio a um cenário de tensão política e diplomática. Paulo Figueiredo se apresenta como um braço direito do deputado federal Eduardo Bolsonaro, filho do ex-presidente, e tem participado ativamente de negociações sobre possíveis sanções contra o Brasil.
A medida de barrar vistos, segundo ele, valeria tanto para parlamentares quanto para celebridades, e é parte de um conjunto de ações que supostamente seriam aplicadas pelos Estados Unidos.
Quem são Anitta, Erika Hilton e Felipe Neto?
As três figuras públicas citadas no post possuem grande relevância em suas áreas de atuação e são conhecidas por suas posições políticas. Anitta é uma estrela pop com carreira internacional consolidada, indicada ao Grammy e voz ativa em pautas sociais no país. Já Erika Hilton, deputada federal por São Paulo, é uma das primeiras mulheres transgênero a serem eleitas para o Congresso Nacional, e é uma líder em pautas de direitos humanos e igualdade. Felipe Neto, por sua vez, é um dos maiores influenciadores digitais do Brasil, com milhões de seguidores em diversas plataformas, e utiliza sua voz para se posicionar de forma crítica a governos e políticas conservadoras.
A atuação de Eduardo Bolsonaro e o debate sobre sanções
As acusações contra Paulo Figueiredo estão diretamente ligadas à atuação de Eduardo Bolsonaro, que está nos Estados Unidos há alguns meses. O deputado é acusado pelo governo brasileiro de trabalhar para prejudicar o país junto às autoridades norte-americanas. Uma das principais preocupações é a mobilização de Donald Trump para aplicar um “tarifaço”, uma medida que imporia uma taxa de 50% sobre os produtos brasileiros, o que poderia gerar graves prejuízos econômicos.
A postagem do jornalista, portanto, é vista como parte dessa estratégia de pressão e mobilização política internacional.
