Dois policiais militares, um sub-tentente e um sargento, foram presos nesta quarta-feira (20) suspeitos de envolvimento no desaparecimento de um idoso e de seu funcionário em Campo Formoso (BA). A Operação Krampus cumpriu mandados de busca em três cidades e apreendeu veículos, armas e celulares. Investigações apontam que os suspeitos podem ter usado um carro oficial da Secretaria de Segurança Pública para cometer o crime.

Policiais militares são presos na Bahia; motivo é chocante

Um sub-tentente e um sargento da Polícia Militar foram presos na manhã desta quarta-feira (20), suspeitos de participação no desaparecimento de um idoso e de seu funcionário em um sítio localizado em Campo Formoso, no norte da Bahia. O caso, que ganhou repercussão pela gravidade e envolvimento de agentes públicos, ocorreu em outubro de 2024.

Segundo familiares, Pedro Segundo Curaçá Chaves, de 63 anos, proprietário do sítio, e Rafael Pereira da Silva, de 32, trabalhador da propriedade, foram levados à força por homens armados que chegaram em duas caminhonetes. O sítio fica no povoado de Folha Larga, área rural do município. Até o momento, nenhum dos dois foi localizado, e familiares vivem em estado de apreensão.

A prisão dos policiais faz parte da Operação Krampus, deflagrada pelo Ministério Público da Bahia (MP-BA). Além da detenção do sub-tentente e do sargento, a operação cumpriu seis mandados de busca e apreensão em diferentes localidades, incluindo Campo Formoso, Senhor do Bonfim e Juazeiro.

Durante as buscas, que aconteceram em residências dos suspeitos, na sede da Cipe Caatinga e na 54ª Companhia Independente da PM em Campo Formoso, foram apreendidos veículos, armas, celulares e outros objetos que podem fornecer pistas sobre o desaparecimento das vítimas.

De acordo com o MP-BA, as investigações indicam que os suspeitos teriam usado um veículo oficial da Secretaria de Segurança Pública (SSP-BA) para realizar o crime. A utilização de recursos públicos por agentes policiais para fins criminosos agrava a situação e aumenta a preocupação das autoridades sobre a integridade de operações policiais na região.

Familiares relataram ainda que, desde o desaparecimento, tentativas de contato com os suspeitos foram infrutíferas, e que há temor por represálias caso novos fatos sejam divulgados. Testemunhas que presenciaram a ação afirmaram que os sequestradores agiram de maneira rápida e organizada, deixando moradores locais assustados e apreensivos.

A operação do MP-BA, segundo a promotoria, tem o objetivo de reunir todas as provas possíveis, esclarecer a participação de agentes públicos e localizar Pedro Segundo e Rafael Pereira com segurança. As investigações também buscam identificar se há outros envolvidos, civis ou policiais, e se a estrutura da PM foi utilizada de maneira indevida para facilitar a ação criminosa.

O Ministério Público ainda não divulgou informações sobre o paradeiro das vítimas, nem sobre o desfecho das diligências nas residências e dependências policiais, alegando sigilo para não comprometer a investigação.

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