Uma mulher de 28 anos, moradora de Sumaré, no interior de São Paulo, foi queimada viva pelo ex-companheiro, de 26 anos. Ela foi agredida e teve o corpo encharcado com gasolina. O fogo causou queimaduras graves. O crime foi na casa onde os dois haviam morado juntos. A vítima estava buscando as coisas que deixou na casa após a separação. As agressões começaram dentro da casa, com socos, principalmente na cabeça. O ex-companheiro colocou fogo no corpo dela na frente das amigas e chegou a ameaçar as mulheres. Ele fugiu do local e está sendo procurado pela polícia, que registrou o caso na Delegacia de Defesa da Mulher (DDM).
A auxiliar de logística Marisa Alves dos Santos, de 28 anos, sofreu queimaduras graves na manhã desta quarta-feira (20) após ser atacada pelo ex-companheiro, Gustavo Henrique Leite Camargo, de 26 anos, em Sumaré. O agressor jogou gasolina sobre a vítima e ateou fogo no corpo dela, dentro do imóvel onde eles moraram juntos, no Jardim Dulce. O caso foi registrado como tentativa de feminicídio.
Segundo relatos da família, antes de ser incendiada, Marisa foi espancada com socos, principalmente na cabeça. Mesmo ferida, ela conseguiu correr para a rua e pedir socorro. Inicialmente foi atendida na UPA Macarenko, mas foi transferida em estado grave para um hospital especializado em queimaduras.
A mãe da vítima contou que a filha havia se separado de Gustavo na semana passada, mas ainda estava retirando seus pertences da casa. Segundo ela, o agressor chegou transtornado, agrediu a jovem e depois saiu para buscar a gasolina.
“Ele bateu nela, voltou com a gasolina e disse que, se ela não descesse as escadas, iria colocar fogo também nas amigas que estavam no local. Quando ela desceu, ele jogou gasolina e colocou fogo”, relatou a mãe, em entrevista por telefone.
Ainda segundo a família, Marisa sofreu queimaduras nos braços, pernas, abdômen e partes íntimas. Fotos feitas pela mãe no hospital mostram a gravidade das lesões.
O agressor fugiu logo após o crime e ainda não foi localizado. Testemunhas disseram que ele chegou a ameaçar vizinhos antes de escapar. A Polícia Municipal esteve na unidade de saúde e o caso foi encaminhado para a Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Sumaré, que deve pedir à Justiça a prisão temporária de Gustavo Henrique Leite Camargo.
