Liliane França, viúva de Laudemir de Souza Fagundes, gari assassinado durante o trabalho em Belo Horizonte (MG), falou durante a audiência pública que debateu o crime que vitimou seu marido.

“Ele teve a opção de não atirar. Mas eu não tenho ódio dele, eu perdoo, porque é uma pessoa vazia, ele é fútil. Não tem noção do que fez”, disse a viúva.

Liliane comentou sobre o assassino confesso, que é o empresário Renê da Silva Nogueira Júnior, de 47 anos, que foi preso no dia 11 de agosto.

Saiba o que disse a viúva do gari de BH sobre o assassino confesso

Com tom de desabafo e muita dor no coração, Liliane França, viúva de Laudemir de Souza Fagundes, gari assassinado durante o trabalho em Belo Horizonte (MG), falou durante a audiência pública que debateu um dos crimes mais cruéis que aconteceram no país nesses últimos tempos.

“Ele teve a opção de não atirar. Mas eu não tenho ódio dele, eu perdoo, porque é uma pessoa vazia, ele é fútil. Não tem noção do que fez”, disse a viúva.

Liliane comentou sobre o assassino confesso, que é o empresário Renê da Silva Nogueira Júnior, de 47 anos, que foi preso no dia 11 de agosto.

A viúva do gari se emocionou bastante ao lembrar do dia do crime. A audiência foi realizada na ALMG (Assembleia Legislativa de Minas Gerais).

Um dos pontos importantes durante a fala de Liliane foi pedir Justiça em nome dos trabalhadores da limpeza urbana.

“Eu perdi meu protetor, meu companheiro, a pessoa que cuidava de mim. Deus me emprestou o Lau por mais de cinco anos, e ele está fazendo muita falta”, disse.

“Me pego procurando por ele, esperando mensagem. Não volta mais. Morreu fazendo algo que amava”, completou Liliane.

A audiência serviu para discutir as condições dos trabalhadores da limpeza urbana de Belo Horizonte e também do Estado de Minas Gerais, além de cobrar direito ao adicional de insalubridade, adicional de periculosidade e benefícios psicológicos e de saúde.

A viúva reforçou que os colegas de trabalho do gari estão com medo no trabalho: “O ato de parar o caminhão precisa acontecer e, muitas vezes, nesse momento, esses trabalhadores são xingados, humilhados. As pessoas falam que vão passar por cima, e eles recolhendo o lixo. Existem muitos outros Laudemir por aí, e eles vão continuar limpando a cidade, e precisamos olhar para eles com admiração e respeito”, afirmou Liliane.

COMO FOI O ASSASSINATO DO GARI

Após uma confusão de trânsito no último dia 11 de agosto, o gari Laudemir de Souza Fernandes foi morto no bairro Vista Alegra, região oeste de Belo Horizonte.

Um carro cinza entrou na rua onde estava o caminhão da coleta de lixo em que a vítima trabalhava. Na sequência, Laudemir, já baleado, corre e cai ao chão. Ele é socorrido pelos colegas, mas morreu no hospital.

O empresário René Nogueira Júnior confessou ter matado o gari Laudemir Fernandes e alegou que o disparo foi acidental durante uma discussão de trânsito. Ele também afirmou não ter percebido ter atingido alguém e seguiu sua rotina normalmente. A arma usada, uma pistola .380, pertence à esposa do atirador, que é uma delegada.

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