Uma adolescente foi encontrada morta com um tiro na cabeça em sua cama, em Mogi das Cruzes. O corpo foi descoberto pela mãe da vítima. A polícia investiga duas linhas de suspeita: o ex-companheiro da irmã da vítima, que a teria ameaçado devido a uma medida protetiva, e o ex-namorado da adolescente, que é pai da filha dela e supostamente a ameaçava por ter dívidas.

Jovem foi encontrada morta com marcas de tiro
Jovem foi encontrada morta com marcas de tiro

O corpo de uma adolescente foi encontrado com um ferimento de tiro na cabeça dentro de uma casa na Estrada Aroreia, em Mogi das Cruzes (SP). A vítima estava deitada em sua cama e foi encontrada pela própria mãe na tarde da última terça-feira (20). O caso foi registrado como homicídio no 4º Distrito Policial do município, e a investigação aponta para duas linhas principais.

Mãe localizou o corpo

Segundo o boletim de ocorrência, a mãe da vítima havia saído de casa com sua outra filha, que está grávida, para uma consulta médica. Ela tentou entrar em contato com a adolescente por volta das 11h15 por meio de mensagens, mas não obteve resposta. Ao retornar para casa, por volta das 16h50, a mulher encontrou a filha morta em seu quarto.

O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado e constatou o óbito no local. A área foi isolada para o trabalho da perícia.

Investigação

A Polícia Civil ouviu a irmã da vítima, que relatou um histórico de ameaças por parte de duas pessoas próximas à família.

A primeira linha de investigação envolve o ex-companheiro da irmã da vítima. O homem, que possui uma medida protetiva contra si por violência doméstica, teria ido até a casa para pressioná-la a retirar a ordem judicial, ameaçando-a de que, se ela não aceitasse que ele morasse no mesmo imóvel, uma “desgraça” poderia acontecer. O homem foi ouvido pela polícia e negou o crime, apresentando seu álibi.

A segunda linha de investigação foca no ex-namorado da própria vítima, pai da filha de 1 ano e 3 meses da adolescente. A irmã da vítima relatou que o relacionamento entre os dois era conturbado e que o jovem de 28 anos, que possuía dívidas, usava o nome da ex-namorada para evitar credores. A vítima recebia ameaças de morte por telefone e a família não sabia o paradeiro do homem. Ele também negou ter cometido o assassinato.

A polícia solicitou exames ao Instituto Médico Legal (IML) e o apoio do Setor de Homicídios de Mogi das Cruzes para a continuidade das investigações.

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