Jaqueline Maria Afonso Amaral, esposa do cantor Diego (dupla Henrique e Diego) e ex-companheira de Júlio César Guedes de Morais, o Julinho Carambola, líder do PCC, é alvo de investigação da Polícia Federal. Ela é suspeita de ter recebido cerca de R$ 3 milhões entre 2018 e 2022 para lavar dinheiro da facção criminosa. Durante a operação “Fruto Envenenado”, foram cumpridos mandados de busca e apreensão, apreendidos veículos, celulares e munições, além do bloqueio judicial de R$ 2,7 milhões. A defesa de Jaqueline afirma que ela prestará esclarecimentos após ter acesso aos autos do processo.
Esposa do cantor Diego, da dupla sertaneja Henrique e Diego, e ex-companheiro de Júlio César Guedes de Morais, o Julinho Carambola, considerado um dos braços direitos do Primeiro Comando da Capital (PCC), Jaqueline Maria Afonso Amaral, se tornou alvo de uma operação da Polícia Federal (PF) em Campo Grande, Mato Grosso do Sul. Ela é investigada por suspeita de lavagem de dinheiro em favor da organização criminosa, uma das maiores facções do país. Segundo a investigação, teria recebido quase R$ 3 milhões entre 2018 e 2022.
A ligação com o PCC
Julinho Carambola, ex-companheiro de Jaqueline, é condenado a mais de 168 anos de prisão e considerado braço direito de Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola, líder do PCC. Julinho está detido na Penitenciária Federal de Porto Velho (RO) desde março de 2023.
Segundo as investigações, os valores recebidos por Jaqueline vinham de atividades ilícitas da facção e teriam sido usados para manter uma vida de luxo. Para ocultar a origem do dinheiro, a suspeita teria utilizado contas bancárias em nome de familiares e amigos próximos.
A operação da PF
A ação, denominada “Fruto Envenenado”, é coordenada pela Força Integrada de Combate ao Crime Organizado no Mato Grosso do Sul (FICCO/MS), com participação da PF, Polícia Militar, Polícia Penal Estadual (AGEPEN) e Secretaria Nacional de Políticas Penais (SENAPPEN). Três mandados de busca e apreensão foram cumpridos em Campo Grande, com foco em residências e veículos da investigada.
Durante as diligências, foram apreendidos aparelhos celulares, documentos, munições e carros de luxo. Além disso, a Justiça determinou o bloqueio de mais de R$ 2,7 milhões vinculados ao esquema de lavagem de dinheiro. Todo o material será analisado para aprofundar as investigações e identificar outros possíveis envolvidos.
Investigação em andamento
De acordo com fontes policiais, a operação é parte de um esforço mais amplo para combater a lavagem de dinheiro do PCC em todo o país. A investigação busca detalhar como as transações eram realizadas, se havia participação de terceiros e se os recursos foram utilizados em outros negócios além da carreira artística de cantores administrados por Jaqueline.
A empresária, que atua no meio artístico sertanejo, recebeu as diligências com surpresa e, segundo sua defesa, prestará esclarecimentos assim que tiver acesso aos autos do processo. Dependendo dos desdobramentos, ela pode responder judicialmente pelos crimes de lavagem de dinheiro e associação ao crime organizado.
