A influenciadora Karol Digital, presa recentemente por suspeita de exploração de jogos de azar, tem uma história de vida de superação. Ela relatou que, apesar de uma boa criação, se tornou criminosa aos 20 anos, cometendo fraudes e assaltos, o que a levou a ser conhecida como “musa do crime” e ser condenada a quase 10 anos de prisão. Após um período de revolta na cadeia, ela se arrependeu e mudou de vida. Ao sair da prisão, enfrentou o preconceito, mas encontrou sucesso ao compartilhar sua história no TikTok, tornando-se empresária antes de sua nova prisão.

Influenciadora já foi presa outras sete vezes
Influenciadora já foi presa outras sete vezes

A influenciadora Maria Karollyny Campos Ferreira, conhecida como Karol Digital, que foi presa preventivamente por suspeita de exploração de jogos de azar e lavagem de dinheiro, tem uma trajetória de vida marcada por uma reviravolta surpreendente. De acordo com o próprio relato da jovem, ela já foi uma criminosa conhecida em sua cidade natal, Araguaína (TO), mas se reergueu para se tornar uma empresária de sucesso, enfrentando o preconceito e o peso de seu passado.

Uma vida de crimes e a prisão aos 20 anos

Apesar de ter uma boa condição de vida e educação, Karol conta que sua personalidade rebelde a levou para o mundo do crime ainda jovem. Aos 20 anos, já envolvida com drogas e álcool, ela começou a praticar assaltos, inicialmente após se envolver em um esquema de fraudes no seguro-desemprego.

Em fevereiro de 2016, ao lado de um amigo, ela assaltou entre 10 e 15 pessoas em um único dia. Como era conhecida na cidade, seu crime chocava a todos, e a influenciadora chegou a ser chamada de “musa do crime” por um programa de televisão. No entanto, ela e o amigo foram presos em flagrante. “Eu nunca matei alguém. Sempre tive horror a matar”, ela afirma.

Momento da virada

Após a prisão, Karol passou apenas um mês na cadeia, mas foi solta em regime de prisão domiciliar. Sem mudar seu comportamento, voltou a cometer assaltos e a usar drogas, o que resultou na revogação da sua prisão domiciliar e uma nova prisão preventiva.

Condenada a 9 anos e 9 meses por assalto e estelionato, Karol relata que sua primeira reação foi de revolta. Ela passou a arrumar confusão na cadeia e foi transferida seis vezes. O ponto de virada veio em uma conversa por celular com sua mãe. Ao implorar para que a mãe a tirasse da prisão, ouviu uma resposta que a fez refletir: a mãe disse que, pela primeira vez na vida, conseguia dormir bem, pois sabia que ela estava em segurança. A partir desse momento, ela decidiu mudar de vida.

O retorno à sociedade

Após cumprir quase dois anos em regime fechado, Karol foi para casa com uma tornozeleira eletrônica. O retorno à sociedade, porém, foi difícil. Ela conta que as pessoas agiam com medo e escondiam seus pertences quando ela entrava nas lojas. A contratação por empresas era impossível devido ao seu histórico de estelionato.

Desistindo de procurar emprego, ela fez um curso online de marketing digital e conheceu seu atual marido, que também tinha um passado na prisão. O casal enfrentou o preconceito ao tentar alugar moradia, mas com esforço financeiro, conseguiu comprar sua própria casa e, depois, tiveram sua segunda filha.

Nova prisão

A influenciadora Maria Karollyny Campos Ferreira, mais conhecida como Karol Digital, foi presa preventivamente nesta sexta-feira (22), em um condomínio de alto padrão em Araguaína, na região norte do Tocantins. Ela é suspeita de envolvimento em um esquema de exploração ilegal de jogos de azar, associação criminosa, lavagem de dinheiro e crime contra a economia popular.

Investigações e Modus Operandi

A prisão de Karol Digital é resultado de uma série de investigações conduzidas pela Polícia Civil. Segundo as autoridades, a influenciadora, que possui mais de 1,5 milhão de seguidores em suas redes sociais, utilizava seu perfil para promover e explorar ilegalmente jogos de azar em parceria com diversas casas de apostas.

No total, 23 mandados de busca e apreensão estão sendo cumpridos em endereços ligados à influenciadora, todos autorizados pela 1ª Vara Criminal de Araguaína. A ação visa desarticular o esquema criminoso.

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