A esposa do cantor sertanejo Diego, Jaqueline Maria Afonso Amaral, é investigada por supostamente lavar quase R$ 3 milhões para o PCC. As investigações revelaram que ela foi casada por 20 anos com Júlio César Guedes de Morais, o “Julinho Carambola”, um dos líderes da facção e considerado braço direito de “Marcola”. A defesa de Jaqueline nega as acusações, afirmando que ela se afastou do ex-marido há anos e mantém atividades comerciais lícitas.
Jaqueline Maria Afonso Amaral, esposa do cantor Diego, da dupla sertaneja Henrique e Diego, é alvo da Operação Fruto Envenenado, da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (FICCO/MS). A investigação aponta que ela teria lavado dinheiro para a facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC), e que, antes de se casar com o sertanejo, foi companheira de um dos líderes da cúpula do grupo.
Investigações e o esquema de lavagem de dinheiro
De acordo com a investigação, Jaqueline, que é ex-companheira de um dos líderes do PCC, teria recebido quase R$ 3 milhões entre 2018 e 2022. O dinheiro, segundo a polícia, seria usado para manter uma vida de luxo e lavar dinheiro para a facção, utilizando contas bancárias em nome de parentes e amigos próximos.
A operação policial cumpriu três mandados de busca e apreensão em Campo Grande. Os policiais apreenderam um carro registrado no nome da mãe de Jaqueline e um carro de luxo em seu condomínio. A Justiça também determinou o bloqueio de mais de R$ 2,7 milhões suspeitos de ligação com a facção.
O passado com a cúpula do PCC
Antes de ser casada com o sertanejo, Jaqueline viveu por 20 anos com Júlio César Guedes de Morais, conhecido como “Julinho Carambola”. Ele é apontado pelo Ministério Público Estadual (MPE) como um dos principais chefes do PCC e braço direito de Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola.f
Membro da alta cúpula da facção, “Carambola” é acusado de dar ordens a integrantes para crimes como tráfico de drogas, compra de armas e execuções. Ele também foi apontado como um dos mandantes do assassinato do juiz Antonio José Machado Dias, em 2003, em São Paulo.
A defesa de Jaqueline nega envolvimento
A defesa de Jaqueline negou qualquer envolvimento com atividades criminosas e afirmou que ela foi pega de surpresa com a investigação. Em nota, a defesa disse que a cliente se separou de seu ex-companheiro há vários anos e que, atualmente, mantém uma “atividade empresarial lícita e regular”.
A nota ainda afirma que Jaqueline está colaborando com as autoridades, tendo entregue seu telefone celular e senhas de acesso. A defesa técnica conclui que, assim que tiver acesso ao processo, poderá “esclarecer com mais propriedade as circunstâncias que levaram ao equívoco de tornar a sra. Jaqueline Maria Afonso Amaral alvo da referida operação”.
