Um morador do Missouri, nos Estados Unidos, morreu após contrair uma rara infecção cerebral provocada pela Naegleria fowleri, conhecida como “ameba comedora de cérebro”. O paciente apresentou sintomas uma semana após praticar esqui aquático no Lago de Ozarks e foi internado na UTI, mas não resistiu. A doença, chamada meningoencefalite amebiana primária, ocorre quando a água contaminada entra pelo nariz e atinge o cérebro. Especialistas orientam evitar mergulhos em águas doces quentes e utilizar proteção nasal em atividades de risco.

Homem morre após contrair “ameba comedora de cérebro”; saiba onde

Um homem residente no estado do Missouri, nos Estados Unidos, morreu após contrair uma rara infecção cerebral causada pelo protozoário Naegleria fowleri, popularmente conhecida como “ameba comedora de cérebro”. O caso foi confirmado pelo Departamento de Saúde e Serviços para Idosos do Missouri em comunicado oficial divulgado no dia 13 de agosto.

De acordo com as autoridades, a vítima praticava esqui aquático no Lago de Ozarks, um local popular para passeios de barco, natação e outras atividades aquáticas. Cerca de uma semana após a prática esportiva, o homem começou a apresentar sintomas graves e foi internado em uma unidade de terapia intensiva (UTI). Apesar dos esforços médicos, ele não resistiu à infecção.

A Naegleria fowleri é um protozoário que vive em lagos, rios e lagoas de água doce aquecida, especialmente durante o verão. A infecção acontece quando a água contaminada entra pelo nariz, permitindo que a ameba migre até o cérebro, destruindo o tecido cerebral. Essa condição é conhecida como meningoencefalite amebiana primária (MAP).

Os sintomas iniciais incluem dor de cabeça intensa, febre, náusea e vômito, que podem evoluir para confusão mental, rigidez de nuca, convulsões e coma. A taxa de letalidade da doença ultrapassa 97%, mesmo com tratamento médico precoce, tornando-a extremamente perigosa.

Casos de infecção por Naegleria fowleri são raros, mas têm sido registrados nos Estados Unidos em locais de água doce aquecida, principalmente durante os meses de verão. Em 2023, outros incidentes semelhantes foram noticiados na Flórida e no Texas, ressaltando a necessidade de conscientização sobre os riscos da ameba.

Especialistas recomendam algumas medidas de prevenção, como evitar mergulhos ou natação em águas doces aquecidas, especialmente quando a temperatura da água está elevada, e usar tampões nasais ou prendedores de nariz durante atividades de risco. A doença não é contagiosa e não se transmite pela ingestão de água, apenas pelo contato direto com as vias nasais.

A Secretaria de Saúde do Missouri reforçou que, embora os casos sejam raros, a atenção a atividades aquáticas em lagos e rios deve ser redobrada, principalmente em locais onde a ameba já foi identificada.

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