A 1ª Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, por maioria, tornar Glaudiston da Silva Cabral réu por associação criminosa e incitação ao crime, após ele publicar vídeos nas redes sociais nos quais chama o ministro Alexandre de Moraes de “satanista” e “sacrificador de crianças”.
A 1ª Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, por maioria, tornar Glaudiston da Silva Cabral réu por associação criminosa e incitação ao crime, após ele publicar vídeos nas redes sociais nos quais chama o ministro Alexandre de Moraes de “satanista” e “sacrificador de crianças”.
O julgamento aconteceu no plenário virtual da Corte, na última sexta-feira (22). Quatro dos cinco ministros da turma – Flávio Dino, Cristiano Zanin, Cármen Lúcia e o relator Alexandre de Moraes – votaram a favor do recebimento da denúncia. Luiz Fux ainda não se manifestou.
De acordo com o relator, Cabral teria incitado a atuação das Forças Armadas contra os Poderes Constituídos, além de incentivar a prática de um golpe de Estado. As falas do acusado estariam conectadas aos atos de 8 de Janeiro, quando manifestantes invadiram e depredaram as sedes dos Três Poderes, em Brasília.
Em uma das gravações, Cabral afirma estar “de saco cheio” de viver em um país onde “210 milhões de brasileiros aceitam que 11 vagabundos digam como a gente tem que viver”, em referência aos ministros do STF.
A Procuradoria-Geral da República (PGR) foi responsável pela denúncia. Já a Defensoria Pública da União (DPU) questiona a competência do STF para julgar o caso, argumentando que as falas de Cabral aconteceram após os atos do 8 de Janeiro, o que, de acordo com a defesa, descaracterizaria a conexão com os eventos e a justificativa para o julgamento pela Suprema Corte.
