O crime, com requintes de crueldade, vitimou Alexsandra Oliveira Suzart (45) e Maria Helena do Nascimento Bastos (41), que estavam acompanhadas da filha de Maria Helena, a estudante Mariana Bastos (20). Elas foram encontradas mortas na Praia dos Milionários, uma das mais conhecidas de Ilhéus, na Bahia.
O crime, com requintes de crueldade, vitimou Alexsandra Oliveira Suzart (45) e Maria Helena do Nascimento Bastos (41), que estavam acompanhadas da filha de Maria Helena, a estudante Mariana Bastos (20). Elas foram encontradas mortas na Praia dos Milionários, uma das mais conhecidas de Ilhéus, na Bahia.
As vítimas
Alexsandra Suzart e Maria Helena Bastos eram vizinhas e amigas de longa data, além de trabalharem juntas no Centro de Referência à Inclusão de Ilhéus, onde atendiam crianças da rede municipal. Colegas e pais de alunos as descrevem como profissionais dedicadas e queridas.
Mariana Bastos, filha de Maria Helena, tinha 20 anos, era universitária e morava com a mãe. As três residiam em condomínios próximos à Praia dos Milionários, a cerca de 200 metros do local do crime.
As vítimas haviam desaparecido na manhã de 15 de agosto, quando saíram para caminhar à beira-mar com um cachorro. No dia seguinte, os corpos foram encontrados em uma área de vegetação próxima à faixa de areia.
Segundo a Polícia Civil, todas as vítimas apresentavam facadas na região do pescoço e cortes provocados por cacos de vidro, indicando um padrão de ataque semelhante. A possibilidade de mais de um autor não está descartada.
Como os corpos foram encontrados
O corpo das vítimas foi localizado por um grupo de jovens da igreja frequentada por duas delas, que iniciaram buscas por conta própria após o desaparecimento. A polícia analisou imagens de 15 câmeras de segurança da região, mas pontos cegos dificultaram a identificação precisa dos suspeitos. Objetos recolhidos no local foram encaminhados para perícia.

Investigação em andamento
A Polícia Civil da Bahia segue investigando o caso, que chocou a população local, buscando esclarecer a motivação e a dinâmica do crime. Os suspeitos já foram identificados, mas ainda não tiveram os nomes divulgados para não atrapalhar as investigações.
Revolta
Um ato foi organizado por moradores da região para cobrar respostas do poder público sobre a violência na região. “O que gera revolta é porque é um caso que poderia acontecer com qualquer uma de nós mulheres. O governo sabe o que está acontecendo e não resolve. Queremos que o governador nos dê uma resposta sobre os feminicídios e homicídios e outros crimes hediondos”, protestou a moradora Maria Freire.
Além disso, o ato chamou atenção para a necessidade de alteração na lei, que tida como leve para crimes de violência como homicídios e feminicídios. “Queremos também respostas de outros representantes, porque nós achamos que as penas são muito brandas”, complementou Maria Freire.
Sara, colega de Maria Helena e Alexsandra, destacou indignação sobre a perda das colegas. “Eram humanas extraordinárias. É uma sensação de revolta e de profunda tristeza. E querer Justiça, porque nós queremos liberdade para viver, para caminhar em uma praia, para andar nas ruas. Eram pessoas de alto astral e transmitiam amor e dedicação. Eram profissionais responsáveis”, pontuou a profissional.
*Em atualização
