Em uma reviravolta no caso Vitória Regina, perito particular alega que celular de Maicol foi fraudado enquanto estava com a polícia, questionando a investigação de assassinato em Cajamar.
A morte de Vitória Regina dos Santos, de 17 anos, em fevereiro de 2025, chocou a Grande São Paulo. A polícia de Cajamar, na zona rural, concluiu o inquérito apontando Maicol Sales como o autor do assassinato, alegando que ele era um stalker obcecado que agiu por não ser correspondido. O suspeito foi preso preventivamente logo no início das investigações.
No entanto, em uma reviravolta dramática, a defesa de Maicol apresentou, com exclusividade ao BacciNotícias, provas que questionam a lisura da investigação, levantando sérias acusações contra a polícia e o delegado responsável.
A Reviravolta da Defesa
Os advogados de Maicol Sales afirmaram em entrevista à repórter Marcela Munhoz que a equipe levou tempo para se pronunciar publicamente pois o caso estava sob sigilo, mas que possuem provas de que “vários fatos foram inventados pela polícia”.
Um perito particular contratado pela defesa revelou que foram encontradas movimentações de arquivos no celular de Maicol em 11 de março, período em que o aparelho já estava apreendido.
“Arquivos foram adicionados, apagados e modificados. Não há como saber o que foi feito, mas a prova deixa de ser confiável”, declarou o perito.
A descoberta sugere que o aparelho foi manipulado enquanto estava sob custódia da Polícia Civil.
Contradições e Recuo de Testemunha
As alegações da defesa ganharam força durante a audiência. O delegado Fábio Senac, que presidiu a investigação, admitiu que não houve perícia nos celulares apreendidos, contradizendo suas declarações anteriores. A defesa de Maicol alega que o suspeito foi coagido a confessar, e que na verdade permaneceu em silêncio durante o inquérito, em contraste com o que foi divulgado à imprensa.
Uma testemunha que a Polícia Civil usou para sustentar a acusação de que teria visto o carro de Maicol próximo ao local onde Vitória foi vista pela última vez também mudou seu depoimento em audiência. A testemunha esclareceu que viu apenas um “sedan” e que não havia como ter certeza, já que a energia estava desligada no local.
Apesar das novas evidências, Maicol Sales continua preso preventivamente. “Quem a polícia está tentando proteger? Por que inventaram tantas coisas? É o que também queremos saber”, questiona a defesa, em busca de uma resposta para os mistérios que rondam o caso.
