Clara Letícia de Paula Gonçalves, de 26 anos, foi encontrada morta em Valinhos, no interior de São Paulo, na casa em que morava com um filho autista. Vizinhos ouviram pedidos de socorro e a frase desesperada “não mata meu filho”. O principal suspeito é o vizinho da vítima, que segue foragido, e a família pede justiça.
Clara Letícia de Paula Gonçalves, de 26 anos, foi vítima de morte violenta, dentro da casa de três cômodos onde morava com um de seus filhos, um menino de três anos portador do transtorno do espectro autista (TEA). O crime, registrado como feminicídio consumado, ocorreu no bairro Parque Tropical, em Valinhos, no interior de São Paulo, e segue sendo investigado pela Polícia Civil.
De acordo com o boletim de ocorrência, testemunhas relataram que a vítima demonstrava medo de um vizinho dias antes do crime. Uma amiga contou que recebeu mensagens de Clara pedindo companhia, preocupada em ficar sozinha. Na madrugada anterior ao crime, vizinhos ouviram gritos, pedidos de socorro e a frase desesperada: “não mata meu filho”, antes do silêncio completo.
No local, a polícia encontrou a vítima caída, além de pertences como celular, uniforme de trabalho e uma corda com fios de cabelo, já encaminhada para perícia. A casa do vizinho, localizada no mesmo terreno, estava aberta e vazia; ele é o principal suspeito e segue foragido.
A vítima, descrita por familiares como vaidosa e cuidadosa, morava há pouco tempo no imóvel com o filho. Ela tem uma outra filha de oito anos que mora com a avó em outra cidade. Segundo os familiares, não conheciam o suspeito.
