A Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifestou a favor de que a Polícia Federal monitore “em tempo real” o cumprimento das medidas cautelares impostas ao ex-presidente Jair Bolsonaro.
A Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifestou a favor de que a Polícia Federal monitore “em tempo real” o cumprimento das medidas cautelares impostas ao ex-presidente Jair Bolsonaro.
O parecer, enviado ao ministro do STF Alexandre de Moraes, foi motivado por um alerta do deputado Lindbergh Farias (PT-RJ) sobre um suposto risco de fuga.
O documento, assinado pelo procurador-geral Paulo Gonet, recomenda que a PF destaque “equipes de prontidão em tempo integral” para o monitoramento. Gonet, no entanto, ressalta a necessidade de “cuidado” para que as medidas não sejam “intrusivas da esfera domiciliar do réu, nem que sejam perturbadores das suas relações de vizinhança”.
Pedido de asilo e suspeita de plano de fuga
A preocupação com uma possível fuga de Bolsonaro não é infundada. O pedido de Lindbergh Farias cita a existência de um “plano de fuga” e a “proximidade geográfica” com a Argentina.
A suspeita se fortaleceu com a revelação da PF de que foi encontrado no celular de Bolsonaro um rascunho de um pedido de asilo político ao presidente argentino Javier Milei.
O documento, de 33 páginas, alega que o ex-presidente é “perseguido por motivos e por delitos essencialmente políticos” no Brasil. Com o início do julgamento de Bolsonaro por tentativa de golpe se aproximando, a decisão de Moraes sobre o monitoramento intensivo pode ser crucial para o futuro do caso.
