Um homem chamado Jeferson Cano morreu durante um ritual religioso no ABC Paulista. A delegada Liliane Doretto afirmou que o local era impróprio, sem saídas de emergência ou extintores. Segundo a investigação, o homem não recebeu atendimento e o local foi limpo antes da chegada da polícia. O caso, que deixou mais de 15 pessoas feridas e levanta preocupações com a presença de crianças no ritual, está sendo comparado à recente morte de Mykaella em outro acidente religioso.

Homem morreu em ritual realizado no ABC Paulista
Homem morreu em ritual realizado no ABC Paulista

Um homem identificado como Jeferson Cano, de cerca de 30 anos, morreu durante uma cerimônia religiosa em um espaço em São Bernardo do Campo, no ABC Paulista. A delegada Liliane Doretto apontou irregularidades graves no local e acusa os responsáveis por ocultação de provas. A tragédia é bem parecida com a que envolveu a jovem Mikaella, que perdeu a vida em um ritual chamado “Gira de Esquerda”, em São Paulo.

Local impróprio 

Segundo a delegada Liliane Doretto, o espaço onde ocorreu a cerimônia era inapropriado e não contava com medidas de segurança. “Não havia saída de emergência ou extintores”, afirmou a delegada.

A situação foi agravada pela falta de socorro imediato à vítima, de acordo com a delegada. O homem, que chegou ao local ferido, não teria recebido atendimento. Segundo as investigações, o espaço teria sido limpo antes que a polícia fosse acionada, o que pode configurar ocultação de provas. “Limparam o local sem que a polícia fosse chamada”, disse Doretto.

Risco para outras vítimas

A delegada ressaltou a gravidade do ocorrido e a falta de segurança para outros frequentadores. “Provavelmente mais duas pessoas podem morrer”, afirmou, alertando que havia crianças no local e que mais de 15 pessoas ficaram feridas. “Haviam crianças no local, mais de 15 pessoas queimadas”, completou. A polícia segue investigando as circunstâncias do acidente e a responsabilidade dos líderes religiosos.

Casos de acidentes

A tragédia no ABC Paulista se assemelha ao caso da jovem Mikaella César, de 22 anos, que morreu após sofrer queimaduras em um ritual de Umbanda na capital paulista.  No caso dela, o pai de santo, em transe, jogou álcool em uma chama, causando uma explosão.

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