Uma técnica inovadora promete mudar a vida de pacientes que sofreram mutilações genitais, câncer peniano ou nasceram com micropênis. Criado pelo médico Ubirajara Barroso, o procedimento, chamado Mobilização Total dos Corpos.
O Sistema Único de Saúde (SUS), disponibiliza a faloplastia, uma cirurgia de reconstrução de pênis. Considerado um procedimento de alta complexidade, ele vem sendo oferecido a pacientes que sofreram lesões, amputações parciais ou totais, ou que nasceram sem o órgão.
A técnica utiliza enxertos de pele e tecido de outras partes do corpo do paciente, como o antebraço ou a coxa. Esses tecidos são cuidadosamente moldados para criar a estrutura do novo órgão, incluindo a uretra, o que permite que a pessoa urine de pé.
O processo é longo e exige várias etapas, como a colocação de próteses de silicone para garantir a rigidez necessária à função sexual.
Cirurgia experimental e acesso restrito no SUS
Apesar de ser um avanço significativo, a faloplastia ainda é considerada de caráter experimental no Brasil. O Conselho Federal de Medicina (CFM) e outros especialistas a veem como um procedimento em fase de testes. O acesso à cirurgia, embora incluído no Processo Transexualizador do SUS (redefinido pela Portaria nº 2.803, de 2013), não é amplamente disponível na rede pública.
O tratamento ainda é restrito a poucas unidades de saúde habilitadas, o que resulta em longas listas de espera.
A faloplastia pelo SUS representa um passo importante para a saúde pública, pois permite que pacientes de baixa renda tenham acesso a um tratamento que antes era exclusivo da rede privada. Além de restaurar a função biológica, a cirurgia tem um impacto profundo na saúde mental e na qualidade de vida, elevando a autoestima e a autoconfiança de quem precisa.
