A saúde sexual é uma parte fundamental da vida e do bem-estar geral, mas muitos fatores podem afetá-la negativamente. Maus hábitos, falta de informação e até mesmo o estresse do dia a dia podem sabotar a vida íntima de uma pessoa. Conhecer e evitar os erros mais comuns é o primeiro passo para garantir uma vida sexual plena e saudável. Co

Imagem gerada por IA.
Imagem gerada por IA.

A saúde sexual é uma parte fundamental da vida e do bem-estar geral, mas muitos fatores podem afetá-la negativamente. Maus hábitos, falta de informação e até mesmo o estresse do dia a dia podem sabotar a vida íntima de uma pessoa. Conhecer e evitar os erros mais comuns é o primeiro passo para garantir uma vida sexual plena e saudável.

Além do autocuidado, para que se tenha uma vida sexual sadia, recomenda-se o acompanhamento profissional e a prevenção de Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs), que deve ser feita com regularidade. Conversamos com o psicólogo e sexólogo Rodrigo Torres, especialista em saúde sexual e organizamos uma lista com sete erros que podem comprometer a saúde sexual e como você pode preveni-los ou evitá-los.

O psicólogo e sexólogo destaca que a vida sexual de uma pessoa é influenciada por várias questões da vida de uma pessoa. “A sexualidade é biopsicossociocultural, o que significa que ela é influenciada por fatores biológicos, neuroendócrinos, e aí, sim, atividade física e saúde mental, tudo isso vai influenciar”, afirmou.

O especialista destacou, ainda, que até mesmo a religião e a espiritualidade podem impactar na vida sexual de uma pessoa.

“A gente também tem que saber que as religiões, a espiritualidade também vão influenciar. Ou seja, quando a gente fala o que pode afetar, são fatores que marcam cada uma dessas etapas”, ressaltou Rodrigo.

Entre os erros que devem ser evitados para que se tenha uma vida sexual saudável, estão:

  • Negligenciar a saúde mental

O estresse, a ansiedade e a depressão têm um impacto direto no desejo e na função sexual. Quando a mente não está bem, o corpo também sofre, podendo levar à diminuição da libido e a dificuldades de excitação. Buscar ajuda profissional, como terapia, pode ser crucial para resolver esses problemas e, consequentemente, melhorar a vida sexual.

  • Falta de comunicação entre as pessoas

A falta de diálogo é um dos maiores obstáculos em qualquer relacionamento, incluindo a intimidade. Supor o que o parceiro gosta ou não, ou não expressar os próprios desejos e inseguranças, cria uma barreira que impede a conexão. A comunicação aberta e honesta sobre sexo fortalece o vínculo e aumenta a satisfação de ambos.

O especialista Rodrigo Torres afirmou que esse é um dos principais pontos abordados pelos pacientes. “É uma das coisas que a gente mais trabalha no consultório, entre os casais. E principalmente a comunicação sexual. As pessoas não falam sobre sexo, as pessoas não sabem nomear, colocar as palavras no lugar, e as pessoas fazem sexo sem poder dizer sobre”, detalhou.

  • Focar apenas no sexo com penetração

A ideia de que o sexo se resume à penetração é limitante e pode gerar frustração. A intimidade sexual abrange uma gama de atividades, como beijos, carícias, toques e sexo oral, que são igualmente importantes para o prazer e a satisfação mútua. Explorar outras formas de prazer pode tornar a vida sexual mais rica e completa.

“Na realidade, é um dos mitos que a pornografia perpetua de que sexo é igual à penetração. E quando na realidade a gente sabe que é muito mais complexo e muito mais prazeroso do que só esse comportamento”, destacou o psicólogo.

  • Ignorar o seu próprio corpo

Conhecer o próprio corpo é essencial para entender o que dá prazer. Muitas pessoas dependem do parceiro para a excitação, mas a autoexploração e a masturbação são ferramentas valiosas para descobrir o que funciona para você. Essa autoconsciência permite guiar o parceiro de maneira mais eficaz e aumenta a autoconfiança.

O especialista destacou a importância de as pessoas conhecerem mais os seus corpos. “As respostas que o corpo dá, a falta de conhecimento sobre o próprio corpo, muitas mulheres e até homens conhecem pouquíssimo o seu próprio corpo, apesar de alguns se estimularem, ainda conhecem um pouco o que te excita, os lugares, as zonas erógenas, exploram, são poucos exploradas”, afirmou Rodrigo Torres.

  • Deixar a rotina tomar conta

A repetição pode levar ao tédio na vida sexual. A falta de novidade e de surpresa pode diminuir o desejo ao longo do tempo. Experimentar coisas novas, como locais diferentes, fantasias ou até mesmo o uso de acessórios, pode reacender a paixão e o interesse na vida a dois.

  • Falta de cuidados com a saúde física

Problemas como hipertensão, diabetes, obesidade e o consumo excessivo de álcool e cigarro afetam diretamente a circulação sanguínea e os níveis hormonais, o que pode impactar a função erétil e a libido. Manter uma alimentação equilibrada, praticar exercícios físicos regularmente e evitar hábitos prejudiciais são fundamentais para uma vida sexual saudável.

  • Falta de exames e consultas médicas

Muitos problemas sexuais têm causas médicas, como desequilíbrios hormonais ou efeitos colaterais de medicamentos. Evitar consultas com um médico ou urologista pode fazer com que condições tratáveis passem despercebidas. O acompanhamento regular com um profissional de saúde é vital para identificar e tratar qualquer questão que possa estar afetando a saúde sexual.

Consumo de pornografia

O terapeuta falou ainda sobre o consumo de pornografia. Para ele, a pornografia em si não é um problema, mas o modo como a pessoa consome esse conteúdo.

“Não é a pornografia em si que afeta diretamente a vida sexual da pessoa, é o uso problemático. Algumas pessoas têm mais dificuldade em se relacionar com esse tipo de conteúdo e perdem o controle sobre a frequência, a forma de usar e o conteúdo que se usa”, ressaltou.

Rodrigo Torres destacou ainda sobre a forma como esse conteúdo é entendido como referente à “educação sexual”.

“Um outro grande problema para a saúde sexual que a pornografia traz é ela sendo usada como educação sexual, que está acontecendo na nossa sociedade de forma até cultural”, finalizou o especialista.

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