Ryan Borgwardt, de 45 anos, foi condenado a 89 dias de prisão e terá de pagar US$ 30 mil por fingir afogamento em um lago para morar com outra mulher. Ele planejou o desaparecimento, abandonou o caiaque e viajou pelo país e exterior. O falso sumiço gerou buscas de quase dois meses e provocou o divórcio da esposa, após 22 anos de casamento.

Homem arma afogamento, faz família acreditar em tragédia e foge para viver romance secreto

Um americano de 45 anos foi condenado a 89 dias de prisão por fingir que havia se afogado durante um passeio de caiaque no Lago Green, em Wisconsin, nos Estados Unidos. Ryan Borgwardt, casado e pai de três filhos, se declarou culpado.

O juiz  também determinou que ele pague US$ 30 mil (R$ 163 mil) pelos custos das buscas, que ultrapassaram US$ 50 mil (R$ 272 mil).

O caso começou em agosto de 2024, quando Borgwardt desapareceu e seu caiaque foi encontrado virado, a cerca de 160 km de Milwaukee. Durante quase dois meses, equipes de resgate procuraram por ele até descobrir que o homem tinha planejado o sumiço para morar com uma mulher do Uzbequistão que conheceu pela internet.

Antes de desaparecer, ele reverteu uma vasectomia, pediu um novo passaporte, abriu conta bancária, pesquisou transferências internacionais e contratou um seguro de vida de mais de R$ 2 milhões. Depois de deixar o lago, ele percorreu cerca de 100 km de bicicleta elétrica até Madison, seguiu de ônibus para Detroit, cruzou para o Canadá e viajou para Paris e para a Geórgia, no leste europeu.

Ryan foi capturado em novembro e voltou voluntariamente aos Estados Unidos em dezembro. Durante o julgamento, ele disse estar arrependido pelo sofrimento causado à família e amigos. O advogado afirmou que ele já havia pago parte da indenização.

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