O vereador Mateus Batista (União Brasil), de Joinville, em Santa Catarina, concedeu entrevista ao Bacci Notícias nesta quarta-feira (27) para esclarecer o polêmico projeto de lei que pretende estabelecer um controle migratório no município.
O vereador Mateus Batista (União Brasil), de Joinville, em Santa Catarina, concedeu entrevista ao Bacci Notícias nesta quarta-feira (27) para esclarecer o polêmico projeto de lei que pretende estabelecer um controle migratório no município.
O parlamentar afirmou que o projeto está sendo mal interpretado e negou que a iniciativa tenha qualquer caráter discriminatório:
“Em nenhum momento eu falei que eu quero restringir ou proibir a migração de nordestinos e nortistas, o projeto que ainda não foi nem protocolado, está fazendo alguns ajustes e ele não tem absolutamente nada a ver com o proibir ou restringir a entrada de alguém.”
Mateus destacou que a motivação do projeto vem da sobrecarga dos serviços públicos no estado:
“Quando eu tive acesso a esses dados, uma apresentação do IBGE aqui em Joinville, eu fiquei assustado com esses números e eu falei, olha, se os serviços ali já estão sobrecarregados. Os serviços públicos já estão sobrecarregados da maneira que estão, com essa continua pressão nos serviços públicos diante nesse fluxo migratório, é muito provável que fique mais sobrecarregado ainda mais.”
O parlamentar afirmou que o projeto propõe um controle migratório inspirado no modelo alemão:
“É simplesmente você, quando você se migra, você em até 14 dias, ter que comprovar a sua residência fixa, que você está pagando ao lugar ou que você comprou uma casa ou alguma coisa do gênero. O projeto vem em sentido de todos os municípios, conseguirem controlar esse fluxo migratório para impedir que essas invasões e esse favelão aconteçam. O projeto é unicamente isso, e não tem absolutamente nada a ver com proibir nordestinos ou nortistas de entrar em aqui, muito para o contrário.”
Questionado sobre como seria a aplicação prática do projeto, Mateus explicou ainda não tem nada definido, mas que o caso seria da pessoa voltar para seu local de origem ou para outro lugar. “Não dá para a gente ir permitir essas invasões irregulares ou simplesmente permitir que a pessoa não tenha uma casa”, comentou. Ao ser questionado como seria esse controle, o parlamentar ainda afirmou que não tem uma resposta bem concreta.
Com a repercussão da notícia, o vereador também comentou sobre as críticas e ameaças recebidas. Mateus opinou que simplesmente as pessoas não estão entendendo seu projeto e disseminando mentiras, por isso vem recebendo ameaças.
“Estou recebendo a ameaça, hoje mesmo ligaram no meu gabinete, me chamando de nazista e falando que ia até mim, eu recebi outra, várias ameaças pelo Instagram, várias ameaças pelo meu WhatsApp do gabinete. Então as pessoas estão com todo esse ódio acumulado por conta de uma mentira.”
O vereador afirmou ainda que o projeto busca apenas levantar o debate sobre infraestrutura, crescimento populacional e capacidade de serviços públicos, negando qualquer intenção de discriminação. “Nunca disse que era proibir nordestino de entrar nessa cidade, e eu acho que esse é o elemento central da coisa pelo menos por enquanto.”
Mateus destacou que as ofensas que vem recebendo ocorre devido a polarização política em torno do tema. “As pessoas veem uma notícia negativa sobre mim e linkam com o fato de eu ser de direita, aí o ódio aumenta muito, mas eu acho que não são todas, só apenas por serem de esquerda.”
O projeto ainda está em fase de ajustes e estudos, e o vereador admitiu que não há previsão de protocolo definitivo.
