A gravidez é uma fase única, cheia de descobertas e transformações no corpo, na mente e também na relação do casal. Nesse período, muitas dúvidas surgem, e uma das mais comuns é sobre a vida sexual: será que faz mal? O bebê pode sentir? Existe algum risco?

Sexo na gravidez: mitos e verdades. (Foto: Freepik)
Sexo na gravidez: mitos e verdades. (Foto: Freepik)

A gravidez é uma fase única, cheia de descobertas e transformações no corpo, na mente e também na relação do casal. Nesse período, muitas dúvidas surgem, e uma das mais comuns é sobre a vida sexual: será que faz mal? O bebê pode sentir? Existe algum risco?

A verdade é que, apesar dos tabus e mitos existentes, o sexo durante a gestação pode ser não apenas seguro, mas também uma forma importante de manter a intimidade, aliviar o estresse e fortalecer a conexão entre o casal.

Por isso, o Portal Bacci Notícias reuniu alguns mitos e verdades sobre o sexo na gravidez.

1. Sexo na gravidez faz mal

MITO: Ter relações durante a gestação é seguro e, na maioria dos casos, não causa nenhum problema ao bebê. Pelo contrário, o sexo pode trazer benefícios, já que durante o ato a mulher libera hormônios como a endorfina, que atravessam a placenta e proporcionam sensação de bem-estar e relaxamento para a mãe e para o feto. Só há contraindicação em situações específicas, como risco de parto prematuro ou ameaça de aborto, quando o médico pode orientar a suspensão temporária da atividade sexual.

2. Sexo induz o trabalho de parto

MITO: É comum a ideia de que manter relações sexuais no fim da gestação pode acelerar a chegada do bebê. Isso acontece porque o sêmen contém substâncias que favorecem a dilatação do colo do útero. No entanto, estudos científicos ainda não comprovaram que o sexo realmente funcione como “gatilho” para o início do parto.

3. Estimular o seio pode causar aborto

VERDADE: O estímulo nos seios, seja por toque ou sucção, faz com que o corpo produza ocitocina, hormônio responsável pelas contrações uterinas e pela produção de leite. Em gestações de risco, como ameaça de aborto ou parto prematuro, esse estímulo pode, sim, trazer complicações. Mas atenção: em gestantes sem histórico de problemas, a prática não costuma representar perigo.

4. É possível engravidar estando grávida

VERDADE: Apesar de extremamente raro, esse fenômeno existe e é chamado de superfetação. Ele ocorre quando a mulher já está grávida, mas, por alguma razão, continua ovulando e acaba fecundando um novo óvulo. Isso pode resultar em dois bebês com idades gestacionais diferentes. Casos assim são raríssimos, mas documentados na medicina. Podemos chamá-los de gêmeos, mas nem tanto?

5. Durante o sexo o pênis encosta no bebê

MITO: Esse é um dos maiores medos dos casais, mas não tem fundamento. O bebê está protegido pelo útero, pelo colo uterino (que é grosso e rígido, com até 5 cm de espessura) e pelo líquido amniótico. Essas barreiras impedem que o pênis chegue perto do feto, garantindo total segurança durante o ato.

Quando o sexo deve ser evitado

(Foto: Freepik)

O Ministério da Saúde recomenda que a prática sexual seja suspensa em casos específicos, como placenta prévia, sangramentos vaginais, risco de aborto ou de parto prematuro. Nessas situações, é fundamental seguir a orientação médica.

Cuidados importantes

Mesmo com a liberação médica, é fundamental observar alguns cuidados:

  • Escolher posições confortáveis, que não façam pressão sobre a barriga nem ofereçam risco de queda.
  • Respeitar os limites do corpo, interrompendo a relação em caso de dor, sangramento ou desconforto.
  • Manter o diálogo aberto entre o casal, para que ambos se sintam seguros durae a relação
  • Priorizar a higiene, garantindo proteção contra infecções.
  • Evitar relações em situações de risco, como gravidez de alto risco, placenta prévia, sangramentos ou recomendação expressa do médico.
  • Seguir o pré-natal e orientações médicas

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