Um novo e intenso ataque russo com drones e mísseis contra a capital ucraniana, Kiev, resultou na morte de pelo menos dez pessoas, conforme informações divulgadas pelo presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky. Entre as vítimas, estaria um adolescente de 14 anos, segundo os relato. O prefeito da cidade, Vitali Klitschko, estima que o número de feridos chegue a 38.
As autoridades ucranianas informam que a Rússia lançou cerca de 600 drones, uma das maiores ofensivas do tipo em um longo período. Desse total, mais de 560 teriam sido abatidos pelas defesas aéreas. Adicionalmente, foram lançados 31 mísseis, dos quais 26 foram interceptados.
A ofensiva e seus impactos
Durante a madrugada e o início da manhã, múltiplas ondas de mísseis atingiram diversas áreas de Kiev, danificando edifícios residenciais, veículos e causando incêndios generalizados. A ofensiva, que colocou quase todas as regiões do país em alerta, utilizou mísseis hipersônicos e drones de várias partes da Rússia, alcançando cidades a centenas de quilômetros da linha de frente.
Ataques com drones e mísseis balísticos em Kiev atingiram casas, escritórios e escolas. Um prédio residencial de cinco andares foi completamente destruído. O edifício que abriga a delegação da União Europeia na Ucrânia também sofreu danos, informação confirmada pela comissária Marta Kos. Em meio ao ataque, milhares de pessoas buscaram refúgio nas estações de metrô da capital para se protegerem.
Zelensky e a resposta diplomática
Em uma mensagem publicada em uma rede social, o presidente Zelensky descreveu os esforços das equipes de resgate na busca por sobreviventes nos escombros de um prédio residencial. Ele reforçou a gravidade do ataque, lamentando as mortes, incluindo a de uma criança, e o grande número de feridos.
O presidente ucraniano associou a nova ofensiva russa aos esforços diplomáticos para o fim da guerra. Segundo Zelensky, os ataques são uma resposta para aqueles que pedem um cessar-fogo e uma diplomacia genuína. Para ele, a Rússia prefere mísseis e a continuação dos confrontos em vez de negociar a paz, ignorando as consequências e a morte de civis.
Além disso, Zelensky desafiou a China e a Hungria, países considerados apoiadores da Rússia, a se manifestarem sobre a situação. Ele expressou que espera uma reação de todos que clamam pela paz, mas que agora se mantêm em silêncio. O presidente ucraniano ainda pediu novas sanções contra a Rússia, defendendo que o país deve ser responsabilizado por cada ataque.
