As autoridades da Mauritânia iniciaram uma operação de resgate após o naufrágio de uma embarcação que transportava dezenas de migrantes em direção às Ilhas Canárias, na Espanha. As ações de busca resultaram no resgate de cerca de vinte sobreviventes e na recuperação de diversos corpos.
As autoridades da Mauritânia iniciaram uma operação de resgate após o naufrágio de uma embarcação que transportava dezenas de migrantes em direção às Ilhas Canárias, na Espanha, na quarta-feira (27). As ações de busca, que estão em andamento, resultaram no resgate de cerca de vinte sobreviventes e na recuperação de diversos corpos.
A Guarda Costeira da Mauritânia confirmou que as operações de busca prosseguem na região de M’hajiratt, a cerca de 60 quilômetros ao norte de Nouakchott, onde o incidente aconteceu, mas não confirmou os números divulgados pela ONG espanhola Caminando Fronteras, que afirma que 144 pessoas estavam a bordo e apenas 16 pessoas foram resgatadas com vida.
Caminho perigoso para a Europa
Relatos dos sobreviventes indicam que a embarcação havia partido da Gâmbia há seis dias, levando, em sua maioria, passageiros de nacionalidade gambiana e senegalesa, todos com o objetivo de alcançar a Espanha.
Existe uma divergência nos números divulgados. De acordo com a ONG Caminando Fronteras 40 corpos já foram encontrados e resgatados. As autoridades oficiais não confirmaram esses dados, mas a diferença nos balanços mostra a dimensão da tragédia.
A travessia do Atlântico, que liga a costa da África às Ilhas Canárias, é considerada uma das rotas migratórias mais arriscadas do mundo, resultando em milhares de mortes a cada ano. De acordo com dados da Caminando Fronteras, 9.757 pessoas morreram tentando fazer a travessia no ano passado, em contraste com as 46.843 que conseguiram chegar ao seu destino.
*Em atualização
