A promotora Eliana Passarelli afirmou que o caso do influencer Gato Preto deve ir a júri popular por tentativa de homicídio. Segundo ela, o dolo na condução do veículo, as provas de embriaguez e as filmagens que mostram o acusado dirigindo perigosamente indicam que ele assumiu o risco de matar. O Ministério Público prepara a denúncia para iniciar o processo criminal.
O caso envolvendo o influencer conhecido como Gato Preto pode ser levado a julgamento pelo Tribunal do Júri. A informação foi confirmada pela promotora de Justiça Eliana Passarelli, que explicou ao Portal BacciNotícias os critérios legais que determinam se um processo será analisado por um colegiado popular ou por um juiz singular. O influencer é acusado de tentativa de homicídio após se envolver em um acidente grave enquanto dirigia supostamente sob efeito de álcool.
Segundo a promotora, o fator decisivo para a definição do julgamento é o dolo — ou seja, a intenção ou aceitação do risco de provocar a morte.
“O que define se um delito irá a júri é o dolo com que foi praticado. No caso, o autor arriscou o resultado morte de terceiro ao dirigir violentamente. Quando alguém utiliza o carro como uma arma e coloca a vida de outra pessoa em risco, caracteriza-se tentativa de homicídio”, explicou Passarelli.
A vítima do acidente precisou passar por cirurgia, o que reforça a gravidade do caso. Com isso, a promotora afirma que a tendência é que o processo siga para o Tribunal do Júri. O próximo passo do Ministério Público, segundo ela, será o oferecimento da denúncia à Justiça, dando início ao processo criminal.
Apesar disso, a defesa ainda pode tentar impedir que o caso seja analisado pelo júri popular, solicitando a desclassificação da acusação para lesão corporal culposa — situação em que o julgamento ocorreria em uma vara criminal comum.
“A defesa pode recorrer dessa forma. No entanto, o Ministério Público também tem direito de recorrer, caso entenda que o caso deva, de fato, ser levado ao júri”, destacou a promotora.
Questionada sobre o impacto social e a repercussão do caso, Passarelli afirmou que a opinião pública não interfere na decisão sobre levar ou não o influencer a julgamento. Ela destacou que já existem provas robustas, como imagens que mostram o acusado ingerindo álcool e vídeos em que ele ultrapassa dois sinais fechados antes do acidente.
“Diante da gravidade e das provas, não resta dúvida de que ele colocou a vida da vítima em risco. Portanto, o caso deverá ir a julgamento pelo Tribunal do Júri”, concluiu.
Promotora Eliana Passarelli (foto: reprodução/acervo pessoal)
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