Uma decisão da Justiça do Trabalho de São Paulo proibiu o Instagram e o Facebook de permitirem que crianças atuem como influenciadoras digitais sem uma autorização judicial prévia. A medida liminar estabelece uma multa diária de R$ 50 mil para cada caso de descumprimento.

Imagem gerada por IA
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Uma decisão da Justiça do Trabalho de São Paulo proibiu o Instagram e o Facebook de permitirem que crianças atuem como influenciadoras digitais sem uma autorização judicial prévia. A medida liminar, concedida nessa quarta-feira (27), estabelece uma multa diária de R$ 50 mil para cada caso de descumprimento.

A juíza responsável pelo caso, Juliana Petenate Salles, argumentou que a exploração da imagem de crianças na internet, com fins de lucro, expõe os menores a sérios riscos. A prática, segundo a magistrada, desrespeita o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), que regula a proteção e os direitos de crianças e adolescentes no país.

Proteção à infância e riscos da exposição

A exposição de menores nas redes sociais para fins de trabalho é um tema de crescente preocupação. Além dos possíveis danos psicológicos e emocionais, a prática também viola o direito à privacidade e a segurança das crianças. A decisão da Justiça visa garantir que o trabalho infantil, mesmo no ambiente digital, seja fiscalizado e regulamentado, protegendo os direitos fundamentais dos menores.

A medida, que responde a uma ação civil pública movida pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) e pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP), coloca um ponto de atenção sobre a responsabilidade das plataformas digitais na fiscalização e no controle do conteúdo publicado por seus usuários, especialmente quando se trata de menores de idade.

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