O pai de Emanuelly Victória Souza Moura, de 6 anos, afirmou que a filha era bem cuidada e feliz, mesmo após denúncias anônimas de maus-tratos. Ele relatou visitas do conselho tutelar, exames de psicólogos e assistentes sociais que comprovaram a integridade da menina, e criticou quem persistiu nas acusações infundadas antes do crime que terminou com o assassinato da criança por um conhecido da família.
O caso de Emanuelly Victória Souza Moura, de 6 anos, continua repercutindo em Campo Grande (MS) após a descoberta do corpo da menina escondido em uma banheira, debaixo da cama, na casa do suspeito, Marcos Willian Teixeira Timóteo, de 20 anos, conhecido da família. Durante o velório da filha, o pai da menina, Deivide Bernarde, fez um relato emocionado sobre denúncias anônimas de maus-tratos que a família vinha sofrendo nos meses anteriores.
“Essas denúncias são anônimas, entendeu? Estão fazendo denúncia anônima, a pessoa nunca manifestou”, afirmou o pai, destacando que já havia enfrentado uma primeira denúncia de maus-tratos: “Fui chamado no conselho tutelar, me deram a notificação, levei minhas filhas. Eles constataram — psicólogo, assistente social constataram — que ela não teve agressão, que ela não era maltratada, que ela era uma criança feliz, que era bem cuidada, que tinha uma vida tranquila com a gente”.
Segundo Deivide, mesmo com a primeira investigação arquivada, novas denúncias continuaram a surgir: “A pessoa não contentou, a pessoa fez outra denúncia. Uma quebrou o braço da criança. O policial chegou, entrou dentro da minha casa, pegou a criança e virou ela de cabeça para baixo, procurando algum hematoma, algum sintoma. Não tinha nada.”
O pai explicou que a família foi levada à delegacia para exame de delito, mas destacou que Emanuelly falou positivamente sobre os pais durante o procedimento: “Ela apenas na delegacia entrou na sala do assistente social e começou a falar bem de mim, falar bem da mãe, falar que era bem cuidada. Eles nem chegaram a interrogar eu e a mãe. A gente foi liberado na hora.”
Deivide ainda relatou que as denúncias continuaram mesmo após novas visitas de conselheiros: “A mesma conselheira foi na nossa casa, conversou com a gente, olhou a situação, viu que no nosso armário não faltava nada, viu que eu corria atrás, porque toda hora que eles chegavam, eu estava voltando do serviço para ir ver o que estava acontecendo. Entendeu? Então, essa pessoa que está fazendo isso aí, ela também tem que sentir o peso um pouco dessa culpa, porque estava fazendo denúncia, me tirando do ambiente para poder correr atrás de umas coisas que não eram verdade.”
O caso ganhou repercussão nacional após a polícia confirmar que Marcos Willian Teixeira Timóteo, com histórico de crimes graves, sequestrou e matou Emanuelly. Câmeras de segurança mostraram a menina sendo levada pelo suspeito na manhã de quarta-feira (27). Ele morreu em confronto com o Grupo de Operações e Investigações (GOI) da Polícia Civil na manhã desta quinta-feira (28).
