O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, discursou para militares do país afirmando que estão preparados para defender sua soberania e que os Estados Unidos não conseguirão invadir o país. A declaração foi feita após os EUA enviarem navios de guerra e um submarino com capacidade nuclear em direção às águas venezuelanas. A tensão entre as nações aumentou ao longo de agosto, com Washington acusando Maduro de liderar um cartel de drogas. Em resposta, a Venezuela denunciou os EUA à ONU.
O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, discursou para tropas militares nesta quinta-feira (28), afirmando que o país está pronto para defender sua soberania e que não há como os Estados Unidos invadirem o território. A declaração ocorre em meio à crescente tensão, com a aproximação de navios de guerra americanos na costa venezuelana.
Vestido com fardamento militar, Maduro afirmou que a nação está mais forte após 20 dias de “cerco”. “Estamos mais preparados para defender a paz, a soberania e a integridade territorial”, declarou, acrescentando que a Venezuela serve de “exemplo como povo rebelde” para o continente.
Aproximação de navios
O discurso do presidente venezuelano acontece no mesmo dia em que sete navios de guerra e um submarino de capacidade nuclear, transportando mais de 4 mil soldados, foram despachados pelo governo de Donald Trump em direção às águas da Venezuela. A tensão entre as duas nações se intensificou em agosto, com Washington acusando Maduro de liderar um grupo terrorista e prometendo o “uso de força total” contra Caracas.
No início do mês, os Estados Unidos dobraram a recompensa pela captura de Maduro para US$ 50 milhões, alegando que ele liderou uma rede de tráfico de drogas para o território americano.
Denúncia na ONU
Em resposta aos movimentos americanos, o governo venezuelano fez uma denúncia na Organização das Nações Unidas (ONU), acusando os EUA de promover uma “campanha terrorista” para justificar uma “intervenção militar”.
No discurso, Maduro também enalteceu o presidente da Colômbia, Gustavo Petro, que enviou 25 mil soldados para patrulhar a região de Catatumbo, na fronteira entre os dois países.
