O deputado Eduardo Bolsonaro fez uma afirmação polêmica ao ser questionado se a prisão do pai seria melhor em um ambiente militar ou da superintendência da polícia federal, como ficou o atual presidente Lula, no passado, em entrevista ao Metrópoles.
“Onde meu pai vai ser preso, tanto faz. Não estou preocupado”, disse Eduardo Bolsonaro, direto dos EUA.
Eduardo também afirmou que o estilo de vida do Ministro do STF, Alexandre de Moraes, é incompatível com o salário do magistrado.
Em entrevista ao Metrópoles na tarde desta sexta (29), Eduardo Bolsonaro, deputado federal (PL-SP), comentou as conversas divulgadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF), onde ele aparece xingando seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Segundo Eduardo, o tratamento com o pai costuma ser mais respeitoso. “Normalmente eu trato meu pai por ‘senhor’”, afirmou.
Para Eduardo, a Polícia Federal divulgou as informações para criar “cortina de fumaça”.
“Eu ia deixar de lado a história do Tarcísio (Governador de São Paulo), mas graças aos elogios que você fez a mim no Poder360, estou pensando seriamente em dar mais uma porrada nele, para ver se você aprende. VTNC, SEU INGRATO DO CARALHO! Me fudendo aqui ! Você ainda te ajuda e se fuder daí!”, escreveu Eduardo. Mensagem do dia 15 de julho deste ano.
“São conversas pessoais de pai para filho, que foram vazadas pela Polícia Federal. Eu não vejo motivo nenhum para expor esse tipo de coisa. Ali tem eu conversando com o meu pai de uma maneira não muito educada. Não é o meu perfil, normalmente eu trato meu pai até por ‘senhor’”, disse Eduardo, atualmente nos EUA.
“Mas, naquele momento, como dois homens que nós somos e entre nós não tem frescura, eu estava dando uma sacolejada nele. Utilizei algumas palavras duras. Não gostaria que isso viesse a público”, completou.
Possível prisão de Jair Bolsonaro
“Onde meu pai vai ser preso, tanto faz. Não estou preocupado”, disse Eduardo Bolsonaro.
O deputado fez essa afirmação o ser questionado se a prisão do pai seria melhor em um ambiente militar ou da superintendência da polícia federal, como ficou o atual presidente Lula, no passado.
Ele disse ainda que opinaria sobre a absolvição de Jair Bolsonaro e não há onde apontar a conexão do pai com o crime.
“Mas a Polícia Federal, como é um aparelho de Estado político, vazou de propósito para criar constrangimento e uma cortina de fumaça naquilo que interessa”, afirmou Eduardo.
Eduardo Bolsonaro falou sobre Alexandre de Moraes
Eduardo afirmou ainda que o ministro Alexandre de Moraes mantém um padrão de vida que não condiz com o que ele ganha no Superior Tribunal Federal (STF).
Para Eduardo, Moraes recebe auxílio financeiro de sua mulher, a advogada Viviane Barci de Moraes, e por isso ela também poderia ser alvo de sanções da Lei Magnitsky.
“Então você vê que existe uma continuidade naquele empreendimento. E certamente um ministro da Suprema Corte, que tem salário de R$ 50 mil brutos, não vai conseguir usar relógio de R$ 200 mil ou R$ 300 mil apenas fruto do seu trabalho. Há uma incompatibilidade entre o que Alexandre de Moraes veste, usa, os vinhos que toma etc., e o salário dele”, disse o deputado.
“Quando Alexandre de Moraes se tornou ministro da Suprema Corte, ele deixou seu escritório, o Alexandre de Moraes Advogados, e esse mesmo escritório passou a se chamar Barci de Moraes Advogados. Barci, que é o sobrenome da esposa do Alexandre”, completou Eduardo Bolsonaro.
