O governo federal contratou escritório de advocacia italiano para defender Carla Zambelli, presa na Itália. O contrato da AGU é de R$ 200 mil para a fase cautelar, que avalia a manutenção da prisão. Extradição e custos da ação principal ainda estão em negociação. Zambelli foi condenada pelo STF por invasão ao CNJ, falsidade ideológica e porte ilegal de arma, e permanece detida na Itália por risco de fuga.
O governo federal, por meio da Advocacia-Geral da União (AGU), contratou um escritório de advocacia italiano para atuar na defesa da deputada Carla Zambelli, atualmente presa na Itália. O contrato firmado com o escritório Gentiloni Silveri prevê o pagamento de R$ 200 mil, valor que se refere à fase cautelar do processo, etapa inicial em que se analisa a manutenção da prisão da parlamentar brasileira.
Segundo informações obtidas, ainda não há cálculo definido sobre o custo da contratação para a ação principal, que deve envolver a extradição de Zambelli. As negociações com o escritório italiano seguem em andamento e o processo é previsto para se estender por longo período, influenciando o valor final da contratação.
Carla Zambelli foi condenada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a 15 anos de prisão e à perda do mandato parlamentar por invasão ao sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e falsidade ideológica, em maio. Na semana passada, a deputada recebeu mais 5 anos e 3 meses de prisão por porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal, crimes relacionados à perseguição a um homem sob a mira de pistola em 2022.
A Justiça italiana manteve a prisão de Zambelli na quinta-feira (28/8), considerando que a deputada representa um “risco máximo de fuga”. Durante a audiência, os três juízes analisaram os laudos médicos apresentados e concluíram que ela possui condições de permanecer na prisão, mesmo com eventuais problemas de saúde.
A fase cautelar do processo, na qual o escritório contratado atuará, é essencial para definir se Zambelli permanecerá detida até que se julgue a extradição. Enquanto isso, ainda não há definição sobre o valor a ser pago para a defesa na fase principal, que envolve os trâmites internacionais e possíveis recursos legais para contestar a extradição junto à Justiça italiana.
O caso da deputada ganhou repercussão internacional devido à combinação de condenações no Brasil, prisão no exterior e a atuação de um escritório estrangeiro custeado com recursos públicos. A AGU, responsável pela contratação, atua para garantir a representação legal da parlamentar em território italiano, diante de um processo complexo e que pode se prolongar por anos, até eventual decisão final sobre a extradição.
