Após o governo argentino de Javier Milei classificar o Cartel de los Soles como organização terrorista e acusar Nicolás Maduro de liderá-lo, o deputado Rodrigo Valadares (União-SE) apresentou proposta para que o Brasil adote a mesma postura. O projeto inclui também o Tren de Aragua e prevê cooperação internacional jurídica, diplomática, financeira e de inteligência para combater os grupos criminosos.
Após o governo de Javier Milei, na Argentina, classificar o Cartel de los Soles como organização terrorista e apontar supostas conexões do grupo com o ditador venezuelano Nicolás Maduro, um deputado brasileiro quer que o Brasil adote a mesma postura. A proposta é do deputado Rodrigo Valadares (União-SE), que também defende que o Tren de Aragua, outro grupo criminoso venezuelano, seja incluído na lista de organizações terroristas.
Segundo Valadares, reconhecer oficialmente os dois grupos como terroristas permitiria que o Brasil atuasse de forma mais rígida e articulada no combate às atividades das facções. O parlamentar afirma que isso obrigaria o país a cooperar internacionalmente em termos jurídicos, diplomáticos, financeiros e de inteligência, alinhando a política brasileira a iniciativas já adotadas por países vizinhos e pelos Estados Unidos.
O Cartel de los Soles é acusado pelos EUA de atuar em larga escala no tráfico internacional de drogas, com suposta liderança de Nicolás Maduro. O governo Donald Trump chegou a indiciar o ditador venezuelano por narcotráfico, e agora o governo Milei reforça essa narrativa, tratando o grupo como uma ameaça à segurança internacional.
A proposta também inclui o Tren de Aragua, facção originária da Venezuela, que, segundo autoridades, vem expandindo suas operações para outros países da América do Sul, incluindo o Brasil. A organização é investigada por tráfico de drogas, extorsão, homicídios e outros crimes violentos.
Nos Estados Unidos, a relação entre Maduro e o Cartel de los Soles tem sido um dos principais pontos de atrito com a Venezuela. A porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, afirmou recentemente que o regime de Maduro “não é um governo legítimo”, classificando-o como “um cartel narcoterrorista” e apontando que o líder venezuelano é tratado como “chefe fugitivo” indiciado por tráfico de drogas.
Se aprovada, a proposta pode aprofundar o posicionamento do Brasil nas disputas diplomáticas envolvendo os Estados Unidos, a Venezuela e agora a Argentina, além de impactar diretamente políticas de segurança e cooperação internacional.
