O agente de trânsito Francisco Fernando de Oliveira Castro, 38 anos, foi preso suspeito de assassinar a ex-comandante da Guarda Civil de Parnaíba, Penélope Brito, e o vereador Thiciano Ribeiro, na manhã de quarta-feira (27), em Teresina.
Segundo a defesa, o crime não foi premeditado, mas motivado por um “surto psicótico” após o acusado descobrir uma traição. O advogado Marcos Vinícius afirmou que Francisco estava abalado, sem dormir há 72 horas, e já tinha consulta marcada com um psiquiatra.
O duplo homicídio ocorreu em frente a um hospital particular. Câmeras de segurança registraram o momento em que Francisco atirou contra o vereador e, em seguida, contra Penélope. Um taxista foi ferido por estilhaços. O SAMU confirmou as mortes no local.
O agente de trânsito Francisco Fernando de Oliveira Castro (reprodução câmera de segurança), de 38 anos, foi preso poucas horas após ser apontado como principal suspeito do assassinato da ex-comandante da Guarda Civil Municipal de Parnaíba, Penélope Brito, e do vereador Thiciano Ribeiro. Francisco era ex-marido de Penélope. O crime aconteceu em Teresina, Piauí.

Penélope Brito, vítima (redes sociais)
Defesa alega “surto psicótico”
Em entrevista ao programa Ronda, o advogado de Francisco, Marcos Vinícius, afirmou que o crime não foi premeditado, mas resultado de um “surto psicótico” após o acusado descobrir uma suposta traição.
“Ele reconhece que, ao tomar conhecimento de um relacionamento amoroso antigo entre o vereador e a ex-esposa, entrou em surto. Essa situação remonta às eleições passadas e abalou profundamente seu estado emocional”, disse o advogado.

Vereador Thaciano Ribeiro, vítima (redes sociais)
Negativa de premeditação
Questionado sobre a possibilidade de planejar o crime, já que Francisco trabalhava em Parnaíba e o crime ocorreu em Teresina, Marcos Vinícius negou a hipótese.
“Não houve premeditação. Ele residia em Teresina e apenas se deslocava a Parnaíba para trabalhar. Na noite anterior, atuou até meia-noite, saiu por volta da 1h e retornou à capital. As armas e munições utilizadas foram adquiridas legalmente, inclusive já apresentamos as notas fiscais”, declarou o advogado.
Instabilidade emocional
Segundo a defesa, o acusado apresentava sinais de desequilíbrio nos dias que antecederam o crime.
“Francisco estava há cerca de 72 horas sem conseguir dormir e já havia marcado consulta com um psiquiatra. Estava profundamente transtornado com a descoberta da traição. Ele não tinha intenção, não houve planejamento, trata-se apenas de especulações”, reforçou Marcos Vinícius.
Como foi o crime
O duplo homicídio ocorreu na manhã da última quarta (27), na região Centro-Sul de Teresina, em frente a um hospital particular. Câmeras de segurança registraram o momento em que Penélope caminhava ao lado do vereador Thiciano.
Francisco se aproximou armado, atirou contra o parlamentar, que caiu imediatamente, e depois disparou contra Penélope, que morreu no local.
Um taxista foi atingido por estilhaços e socorrido. O SAMU confirmou os óbitos ainda na cena do crime.
