Em um caso sem precedentes, a polícia de Nevada, nos Estados Unidos, investiga o que pode ser o primeiro homicídio na história do festival Burning Man. Um frequentador encontrou o corpo de um homem adulto “numa poça de sangue” no último sábado (30), durante a queima da estátua principal do evento.
Um homem foi encontrado morto em uma “poça de sangue” durante o festival Burning Man em Black Rock, Nevada (EUA), na noite do último sábado (30). O caso é tratado como homicídio. A descoberta, feita por um frequentador do evento, marca a primeira vez que um assassinato é relatado na história do festival. A suspeita é que ele tenha sido morto a facadas.
Descoberta
O corpo do homem, que ainda não teve a identidade revelada, foi encontrado enquanto a gigantesca estátua de madeira era queimada, um dos momentos mais simbólicos do festival. O gabinete do xerife do Condado de Pershing confirmou em comunicado a descoberta e informou que o corpo foi removido do local para perícia.
Apesar de tratar o crime como um ato isolado, o xerife emitiu um alerta para que todos os 70 mil participantes do evento permaneçam atentos. A direção do Burning Man também pediu a colaboração dos foliões para que não atrapalhem o trabalho das autoridades.
Histórico de fatalidades, mas não de crimes
Embora o festival já tenha sido palco de outras fatalidades, este é o primeiro relato de homicídio em sua história. Em anos anteriores, as mortes foram associadas a causas naturais, condições do deserto, uso de substâncias ilícitas ou acidentes. Em 2017, por exemplo, um homem morreu após pular nas chamas durante a cerimônia final.
Além da tragédia, a edição de 2025 do Burning Man foi marcada por outros acontecimentos inusitados. Uma forte tempestade de areia destruiu tendas, incluindo o Domo da Orgia, que foi substituído por um ônibus. O festival também ganhou as manchetes quando uma mulher deu à luz sem saber que estava grávida.
Com o fim do evento nesta segunda-feira (1/9), os participantes começam a deixar a “cidade temporária” no deserto.
