O governo federal busca reduzir acidentes de trânsito e realizou consulta pública para atualizar o guia de velocidades, podendo alterar limites em áreas urbanas e rodovias que as cortam. A Associação Brasileira de Concessionárias de Rodovias sugeriu limites dinâmicos ajustados em tempo real.

Foto: gerada por IA
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O governo federal busca intensificar os esforços para reduzir o número de acidentes de trânsito em território nacional. Como parte dessa iniciativa, uma consulta pública foi recentemente conduzida, com foco na atualização do “Guia de Gestão de Velocidades no Contexto Urbano”.

Esse documento é um instrumento fundamental que baliza as decisões da União, dos estados e dos municípios na determinação das velocidades máximas permitidas nas vias. Embora a redução dos limites seja uma das alternativas em pauta, o Ministério do Transporte ressalta que outras estratégias também estão sendo analisadas para aprimorar a segurança nas estradas.

Durante a consulta, a Associação Brasileira de Concessionárias de Rodovias (ABCR) trouxe uma proposta inovadora: a implementação de limites de velocidade dinâmicos. A ideia é permitir que a velocidade seja ajustada em tempo real, levando em conta condições adversas, incidentes e o fluxo de tráfego, com a sinalização ocorrendo por meio de painéis eletrônicos.

As diretrizes que forem estabelecidas terão validade tanto para as áreas urbanas quanto para as rodovias que cortam os núcleos das cidades. Atualmente, a Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran) já orienta que o limite padrão em zonas urbanas seja de 30 km/h.

Para as vias que conectam bairros e diferentes regiões metropolitanas, a sugestão é que a velocidade máxima seja fixada entre 40 km/h e 50 km/h. O Senatran faz questão de pontuar que a diminuição da velocidade, apesar de fundamental  para a segurança, não resulta em um impacto significativo no tempo de viagem dos condutores.

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